terça-feira, 16 de setembro de 2008

As bolsas de valores continuam em queda no mundo todo. A turbulência no mercado financeiro se acentuou na segunda-feira, 15, após o pedido de concordata do banco norte-americano de investimento Lehman Brothers. No Brasil, a Bovespa caiu 7,59%; a bolsa de Nova Iorque teve maior baixa desde 11 de setembro de 2001, recuando 4,42%.
A situação, no entanto, não deve afetar o desempenho econômico do país. Para a economista e professora da Universidade de Campinas (Unicamp) Maria da Conceição Tavares, o PIB brasileiro não será influenciado pela crise na economia mundial.
- Nosso sistema bancário não está em crise. O deles (dos EUA) é que está. Nós não temos nada a ver com isso - afirma.
Ex-consultora do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), Maria da Conceição diz que a turbulência afeta, por ora, apenas a bolsa de valores. Ela pondera:
- A menos, é claro, que haja uma recessão cavalar que ainda não está à vista.
Em entrevista a Terra Magazine, a economista comenta ainda a intervenção do governo norte-americano para salvar da falência, com US$ 200 bilhões em dinheiro público, dos bancos Freddie Mac e Fannie Mae, gigantes do setor imobiliário.
- Isso é que é o liberalismo, o resto é conversa (risos).
Leia a seguir a entrevista com Maria da Conceição Tavares:
Terra Magazine - Como avalia a queda das bolsas nesta segunda-feira?
Maria da Conceição Tavares - O sistema financeiro internacional está ruim. Mas só está atingindo a bolsa, não está atingindo mais nada, graças a Deus. Eu estou muito tranqüila. No caso do Brasil, só atingiu as bolsas. Mas é claro, atinge o mundo inteiro, todas as bolsas.
Isso indica uma crise do capitalismo?
Sim, é uma crise do capitalismo, sem dúvida. A economia americana foi para o buraco e eles não estão conseguindo segurar o tranco. Eles estão com o sistema financeiro em pedaços. A crise da bolsa está ligada a essa questão do Lehman Brothers, eles não conseguiram vender a desgraça do banco. Como não conseguiram, já tinha a manchete de manhã. Quando aqueles bancões americanos entram em estado falimentar, a bolsa cai. Já teve vários. É natural. Cada um que entra no vermelho, as bolsas caem.
Como a senhora vê a intervenção do governo norte-americano para salvar esses bancos com dinheiro público?
Isso é que é o liberalismo, o resto é conversa (risos). Pois é, é sempre assim. O nosso programa de intervenção à época do Fernando Henrique, o Proer, custou baratinho. Esse custou caríssimo, e o problema é que está custando muito caro - para o Tesouro americano. Eles não quiseram intervir agora no Lehman Brothers; eles já haviam intervido na Fannie Mae e no Freddie Mac e aquilo custou caríssimo. Nesse, eles deixaram rolar. E deu pânico. Quando o tesouro não intervém e não financia, dá pânico na Bolsa.
Isso deve afetar o PIB brasileiro mais à frente?
Não, por enquanto não há evidências de que vá nos afetar. Nosso sistema bancário não está em crise. O deles (dos EUA) é que está. Nós não temos nada a ver com isso; na verdade, quando elas (as bolsas estrangeiras) caem, tem muito investimento na nossa bolsa, e as bolsas são mundiais, são todas abertas. Então quando cai uma, caem todas. Mas isso só atinge a bolsa, por enquanto. A menos, é claro, que haja uma recessão cavalar que ainda não está à vista.
Fonte:
Terra Magazine.
Diego Salmen
sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Brincando de Deus?
Sua forma é circular, com um perímetro de 27 quilômetros. Ao contrário dos demais aceleradores de partículas, a colisão será entre prótons português brasileiro ou protões português europeu, e não entre pósitrons e elétrons (como no LEP), entre prótons e antiprótons (como no Tevatron) ou entre elétrons português brasileiro ou electrões português europeu e prótons (como em HERA). O LHC irá acelerar os feixes de prótons até atingirem sete TeV (assim, a energia total de colisão entre dois prótons será de 14 TeV) e depois fá-los-á colidir em quatro pontos distintos. A luminosidade nominal instantânea é 1034 cm-2s-1, a que corresponde uma luminosidade integrada igual a 100 fb-1 por ano. Com esta energia e luminosidade espera-se observar o bóson de Higgs e assim confirmar o modelo padrão das partículas elementares.
Sua construção e entrada em funcionamento foi alvo de um filme da BBC sobre um possível fim do mundo, e tem gerado uma enorme polêmica na Europa.
Constituição do “Grande Colisor de Hádrons”
Possui um túnel a 100 metros ao menos debaixo da terra na fronteira da França com a Suíça, onde os prótons serão acelerados no anel de colisão que tem cerca de 8,6 km de diâmetro.
Amplificadores serão usados para fornecer ondas de rádio que são projetadas dentro de estruturas repercussivas conhecidas como cavidades de freqüência de rádio. Exatamente 1232 ímãs bipolares supercondutores de 35 toneladas e quinze metros de comprimento agirão sobre as transferências de energias dentro do LHC.
Os detectores de partículas ATLAS, ALICE, CMS e LHCb, que monitoram os resultados das colisões, possuem mais ou menos o tamanho de prédios de cinco andares (entre 10 e 25 metros de altura) e 12 500 toneladas. O LHC custou cerca de 3 mil milhões de euros ao contribuinte europeu.
Um dos principais objetivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço, entre outras coisas. Uma dessas experiências envolve a partícula bóson de Higgs. Caso a teoria dos campos de Higgs estiver correta, ela será descoberta pelo LHC. Procura-se também a existência da super simetria. Experiências que investigam a massa e a fraqueza da gravidade serão um equipamento toroidal do LHC e CMS ("Solenóide de múon compacto"). Elas irão envolver aproximadamente 2 mil físicos de 35 países e dois laboratórios autónomos — o JINR (Joint Institute for Nuclear Research) e o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire).
As experiências por meio do LHC devem permitir descobrir várias partículas dotadas de todas as cargas de energia e exercendo as mesmas interações que as partículas do Modelo Padrão conhecidas.
Os cientistas Walter Wagner e Luiz Sancho acreditam que este equipamento pode provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas, como um buraco negro que acabaria por destruir a Terra[carece de fontes]. Para tanto, corre um processo num tribunal do Havaí[carece de fontes] tentando impedir a experiência, até que haja uma total comprovação de que não haja riscos. Outros acusam o CERN de não ter realizado os estudos de impacto ambiental necessários. No entanto, apesar das alegações de uma suposta criação de um buraco negro, o que de fato poderia ocorrer seria a formação de strange quarks, possibilitando uma reação em cadeia e gerando a matéria estranha; esta possui a característica de converter a matéria ordinária em matéria estranha, logo gerando uma reação em cadeia na qual todo o planeta seria transformado em uma espécie de matéria estranha.
Apesar das alegações "catastróficas", físicos teóricos de notável reputação como Stephen Hawking e Lisa Randall afirmam que tais teorias são meramente absurdas, e que as experiências foram meticulosamente estudadas e revisadas e estão sob controle[carece de fontes].
Entretanto, se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, ele teria um tamanho milhões de vezes menor que um grão de areia, e não viveria mais de 10-27 segundos, pois por ser um buraco negro, emitiria radiação e deixaria de existir.
Mas, supondo que mesmo assim ele continuasse estável, continuaria sendo inofensivo. Esse buraco negro teria sido criado à velocidade da luz (300 mil km por segundo) e continuaria a passear neste ritmo se não desaparecesse. Em menos de 1 segundo ele atravessaria as paredes do LHC e se afastaria em direção ao espaço. A única maneira de ele permanecer na Terra é se sua velocidade for diminuída a 15 km por segundo. E, supondo que isto ocorresse, ele iria para o centro da Terra, devido à gravidade, mas continuaria não sendo ameaçador. Para representar perigo, seria preciso que ele adquirisse massa, mas com o tamanho de um próton, ele passaria pela Terra sem colidir com outra partícula (não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio), e ele só encontraria um próton para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Para chegar a ter 1 miligrama, seria preciso mais tempo do que a idade atual do universo.
O cientista do MIT, Ph.D em Astrofísica pela Universidade de Bolonha, o brasileiro Gabriel Moraes Ernst, considera a teoria concernente com as principais vertentes de análise, ao considerar a aplicabilidade da transferência de pósitrons com base na massa do buraco negro gerado.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008

SANKOFA: MATRIZES AFRICANAS DA CULTURA BRASILEIRA
(Selo Negro Edições, 4 volumes, vários autores org. Elisa Larkin Nascimento)
Abdias Nascimento, artista, escritor e ativista da causa negra, dono de uma trajetória que reluziu, ainda mais, nos anos 70, no exílio, quando conquistou lugar entre as lideranças pan-africanistas na África e nas Américas, já de volta ao Brasil, em 1991, tornava-se o primeiro titular da então criada Secretaria de Estado de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras, no governo do Estado do Rio e Janeiro. No cargo, viabilizou a criação de um curso de extensão universitária, ministrado na UERJ. À frente desse curso, chamado “Sankofa” (em referência a um ideograma africano de significado altamente filosófico: “nunca é tarde para voltar e recolher o que ficou para trás”), esteve sempre sua esposa, parceira e seguidora, a professora Elisa Larkin Nascimento.
Escritora, autora de importantes ensaios, mestra em Direito e Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova Iorque, além de doutora em Psicologia pela USP, Elisa, nascida nos EUA e radicada no Brasil desde a década de 80, é responsável também pelo conjunto de obra ora resenhado.
Publicada, primeiro, em forma de apostilas de apoio ao curso Sankofa, a coletânea foi, depois, editada em parte. E vem a público, agora, em versão integral de 4 volumes, em um momento de especial importância para os estudos africanos no País.
Conquista da militância pelos direitos civis dos negros, a Lei nº 10.639/2003, tornando obrigatório o ensino de História da África e do legado africano à cultura brasileira, veio contemplar, quase vinte anos depois, os principais objetivos do Sankofa. E esses objetivos eram, exatamente, mostrar que as histórias e as culturas africanas e afro-brasileira dizem respeito não apenas aos descendentes de africanos, mas ao Brasil como nação à humanidade como um todo.
Em seu primeiro volume,”A Matriz Africana no Mundo”, a coleção ora publicada mostra porque a noção da África como berço único da humanidade é um dos dados que hoje se impõem, com força cada vez maior, nos estudos humanísticos interdisciplinares. Assim, entenderá o leitor porque é preciso conhecer a África para compreender a origem das primeiras civilizações, a formação do mundo antigo e suas conseqüências na História contemporânea. E, para tanto, o livro não só introduz o leitor à saga da resistência africana ao escravismo e ao colonialismo, base do surgimento das modernas nações americanas, como também mostra as implicações dessa dinâmica nas relações entre a África e o Brasil.
O segundo e o terceiro volumes – “Cultura em Movimento” e “Guerreiras da Natureza” -- abordam os fundamentos africanos da cultura brasileira e a relevância do combate ao racismo anti-negro para o todo da sociedade brasileira, inclusive na educação. Ambos os livros destacam o papel da mulher negra e da religiosidade afro-originada na formação da cultura brasileira, bem como a importância do vitalismo africano nas ações ambientalistas. E, no quarto volume, destaca-se o ensaio do advogado Hédio Silva Jr. sobre os abusos de direito hoje cometidos, contra as religiões afro-originadas, pelas seitas neo-pentecostais, em todo o Brasil.
No quarto volume, “Afrocentricidade”, a coleção apresenta, de forma pioneira, as idéias de intelectuais africanos e afro-americanos que, a partir das propostas dos sempre lembrados Cheik Anta Diop e W.B. DuBois, vêm revolucionando o conhecimento sobre a contribuição do pensamento filosófico africano para o desenvolvimento do saber no mundo contemporâneo.
Apesar de vigorar já há quatro anos a Lei nº 10.639, os recursos para efetivação de seu cumprimento ainda são bastante escassos, diante da crescente demanda. Que não é apenas quantitativa, mas principalmente de qualidade. Por isso, a coleção Sankofa cumpre com os objetivos legais a partir de um novo ponto de vista, com pesquisas e reflexões construídas sobre novas bases epistemológicas. E, isto, num contexto em que a falta de conhecimento sobre suas origens e identidade contribui para que muitos afro-descendentes sofram de baixa auto-estima, o que tolhe seu acesso pleno às oportunidades e mina sua capacidade de lutar por direitos.
Os textos da coleção Sankofa levam assinaturas de peso. Neles, estão, entre outros, além da organizadora, o historiador afro-americano Molefi Kete Asante, principal teórico do afrocentrismo contemporâneo; os africanos Anani Dizidzieyo, sociólogo ganense, radicado nos EUA; Michael Hamenoo, também de Gana, e os angolanos Francisco Romão da Silva e Ismael Diogo. Além destes, integram também o elenco de autores, Carlos Moore, etnólogo afro-cubano, doutorado pela Universidade de Paris; os afro-brasileiros Edna Roland, Joel Rufino dos Santos, Nei Lopes e Sueli Carneiro, entre outros. Além destes, Sankofa reproduz, também, textos das já falecidas Beatriz Nascimento e Lélia Gonzalez, docentes fundadoras do Sankofa.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
O alemão espreitou pela janela e viu dois jovens negros se encaminharem para um canto da praça. Era uma noite fria e, na pequena cidade da Alemanha, ninguém circulava nas ruas. Por isso, ele fixou a atenção naqueles dois negros, de tranças "rasta". Viu como eles segredavam entre si e arrastavam objectos estranhos como se fossem pedaços de troncos. Chamou pela mulher para apurar a vigilância sobre os estranhos. Foi então que reparou que os jovens africanos começavam a fazer uma fogueira. Quando as chamas se tornaram mais visíveis, o alarme foi prontamente passado para a esquadra da polícia mais próxima.
Num ápice acorreram agentes policiais que abordaram os incendiários. Os jovens não falavam alemão e o entendimento tardou. Juntaram vizinhos, curiosos e apreensivos. Aos poucos, tudo se esclareceu: os moços eram dois moçambicanos que faziam parte de um agrupamento musical que actuava na sala de espectáculos que dava para a praça.
O que eles faziam ali, num recanto da praça, era afinar os seus instrumentos musicais. Os tambores preparam-se no afago do fogo. Como se tivessem saudades da fogueira que acende histórias na noite africana.
Em poucos minutos, a situação amainou e os alemães se riram. Alguns acederem ao convite dos jovens africanos e foram assistir ao espectáculo. E ali escutaram o crepitar de um outro fogo que se chama batuque. Os tambores ganhavam o seu nome próprio: ngomas. As marimbas renasciam em timbilas. E os jovens africanos ressurgiam como o Timbila Muzimba. Naquela cidade alemã ressoava, pela primeira vez, o pulsar de um país chamado Moçambique.
E os alemães foram vencendo um frio que era mais de dentro do que fora. O casal que denunciou os falsos incendiários surpreendeu-se cantando, dançando e festejando a vida. E entenderam por que razão aquele grupo de jovens era aclamado dentro e fora do seu país. Porque esses jovens andam acendendo fogueirinhas pelo mundo afora, afinando não apenas os tambores mas os corações da gente.
Vivemos num momento de desespero, em que todos dias somos sacudidos pela violência cega de homens-bomba que se sacrificam as suas vidas e se lançam contra as vidas de outros. Pois, existem, outros jovens que fazem deflagrar esperança e criam mais vida, mais pontes de entendimento e afecto. Esses são os homens-bombo.
Mia Couto
Maputo, 19. Maio.04
Num ápice acorreram agentes policiais que abordaram os incendiários. Os jovens não falavam alemão e o entendimento tardou. Juntaram vizinhos, curiosos e apreensivos. Aos poucos, tudo se esclareceu: os moços eram dois moçambicanos que faziam parte de um agrupamento musical que actuava na sala de espectáculos que dava para a praça.
O que eles faziam ali, num recanto da praça, era afinar os seus instrumentos musicais. Os tambores preparam-se no afago do fogo. Como se tivessem saudades da fogueira que acende histórias na noite africana.
Em poucos minutos, a situação amainou e os alemães se riram. Alguns acederem ao convite dos jovens africanos e foram assistir ao espectáculo. E ali escutaram o crepitar de um outro fogo que se chama batuque. Os tambores ganhavam o seu nome próprio: ngomas. As marimbas renasciam em timbilas. E os jovens africanos ressurgiam como o Timbila Muzimba. Naquela cidade alemã ressoava, pela primeira vez, o pulsar de um país chamado Moçambique.
E os alemães foram vencendo um frio que era mais de dentro do que fora. O casal que denunciou os falsos incendiários surpreendeu-se cantando, dançando e festejando a vida. E entenderam por que razão aquele grupo de jovens era aclamado dentro e fora do seu país. Porque esses jovens andam acendendo fogueirinhas pelo mundo afora, afinando não apenas os tambores mas os corações da gente.
Vivemos num momento de desespero, em que todos dias somos sacudidos pela violência cega de homens-bomba que se sacrificam as suas vidas e se lançam contra as vidas de outros. Pois, existem, outros jovens que fazem deflagrar esperança e criam mais vida, mais pontes de entendimento e afecto. Esses são os homens-bombo.
Mia Couto
Maputo, 19. Maio.04
sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Grande representante da cultura popular brasileira, Mestre Salu morreu no último domingo, aos 62 anos, no Recife. Manoel Salustiano Soares foi vítima de uma arritmia cardíaca provocada pelo mal de Chagas, doença que enfrentava há 20 anos. Considerado um dos precursores do manguebeat, o artista dedicou sua carreira à preservação de patrimônios como o forró, o maracatu, o mamulengo e a ciranda.
Rabequeiro, dançarino e artesão, Salu foi mestre de artistas como Chico Science, Siba e Lúcio Maia, da Nação Zumbi. Apesar de seu precoce envolvimento com a música, foi somente aos 54 anos - com 45 de carreira - que ele lançou seu primeiro disco, Sonho da Rabeca - com contracapa assinada pelo genial escritor Ariano Suassuna. Outros três álbuns completam sua curta, porém rica e interessante, discografia.
Nascido em Aliança, em Pernambuco, Mestre Salu apresentou sua arte não apenas ao Brasil, mas a países como Cuba, França, EUA e Bolívia. Sempre acompanhado por sua rabeca, o artista provou a força e a universalidade das manifestações populares do Nordeste. Pelo conjunto de sua obra, recebeu prêmios da Universidade Federal de Pernambuco e da Ordem do Mérito Cultural. Salustiano deixou mulher, 15 filhos e, certamente, uma imensurável contribuição à legítima música popular brasileira.
Axé!
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Parou uma semana quase por alguns motivos maiores.
Mais em fim, retomando as atividades.
Jorna de Santa Catarina - 05/09
Justiça Eleitoral
Lista da ficha suja ganha 4 catarinenses
Candidatos às prefeituras de Blumenau e Joinville respondem a processos
AMANDA MIRANDA E RODRIGO PEREIRA
BLUMENAU - Quatro políticos de Santa Catarina foram incluídos na lista de candidatos com "ficha suja" pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A entidade liberou os dados das cidades com mais de 200 mil habitantes ontem. Apareceram na lista dos que respondem a processos por suposta improbidade administrativa o candidato a prefeito de Blumenau, Décio Lima (PT), os candidatos a prefeito de Joinville, Darci de Matos (DEM) e Kenennedy Nunes (PP), e o candidato a vice João Rosa (PSB).
Décio responde a duas ações civis públicas propostas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP), que acusa o ex-prefeito por improbidade administrativa no período em que esteve à frente do Executivo bumenauense, entre 1996 e 2004. Em uma delas, Décio é acusado de ter efetuado um empréstimo, de R$ 1,6 milhão, junto ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), para pagar o funcionalismo público. Na interpretação do promotor Joubert Odebrecht, autor da denúncia, o empréstimo foi ilegal porque o Samae "não é instituição financeira".
Na outra ação civil pública proposta pelo promotor Odebrecht, o candidato é acusado de ter atrasado repasses do Executivo ao Instituto Municipal de Seguridade Social do Servidor de Blumenau (Issblu). O valor em atraso, segundo a denúncia, era de R$ 814,3 mil. Em ambos os processos, ainda não houve decisão judicial de primeira instância.
Candidatos eram vereadores à época dos processos
Em Joinville, os três candidatos citados respondem a processos movidos na época em que atuavam na Câmara de Vereadores. Dois deles se referem ao pagamento do 13º salário no Legislativo, considerado ilegal pelo MP. Os candidatos teriam recebido o valor sem previsão legislativa em 2001 e em 2003. Esta última foi julgada improcedente, mas o promotor recorreu da decisão.
Darci de Matos, que na época era o presidente da Câmara, foi convocado a explicar a decisão. No processo, o atual candidato disse que aprovou a bonificação após se reunir com os vereadores e constatar que o procedimento já havia sido adotado antes. Mesmo com uma ação de 2001 tramitando na época, a prática foi repetida. Atualmente, uma lei municipal garante o benefício aos parlamentares.
Um outro processo, do ano de 2004, também corre na Justiça. Trata-se da constestação de um patrocínio irregular da prefeitura à Feira Agropecuária, Agroindustrial, de Máquinas e Equipamentos. Todos os vereadores que aprovaram a liberação de R$ 200 mil estão citados.
Mais em fim, retomando as atividades.
Jorna de Santa Catarina - 05/09
Justiça Eleitoral
Lista da ficha suja ganha 4 catarinenses
Candidatos às prefeituras de Blumenau e Joinville respondem a processos
AMANDA MIRANDA E RODRIGO PEREIRA
BLUMENAU - Quatro políticos de Santa Catarina foram incluídos na lista de candidatos com "ficha suja" pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A entidade liberou os dados das cidades com mais de 200 mil habitantes ontem. Apareceram na lista dos que respondem a processos por suposta improbidade administrativa o candidato a prefeito de Blumenau, Décio Lima (PT), os candidatos a prefeito de Joinville, Darci de Matos (DEM) e Kenennedy Nunes (PP), e o candidato a vice João Rosa (PSB).
Décio responde a duas ações civis públicas propostas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP), que acusa o ex-prefeito por improbidade administrativa no período em que esteve à frente do Executivo bumenauense, entre 1996 e 2004. Em uma delas, Décio é acusado de ter efetuado um empréstimo, de R$ 1,6 milhão, junto ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), para pagar o funcionalismo público. Na interpretação do promotor Joubert Odebrecht, autor da denúncia, o empréstimo foi ilegal porque o Samae "não é instituição financeira".
Na outra ação civil pública proposta pelo promotor Odebrecht, o candidato é acusado de ter atrasado repasses do Executivo ao Instituto Municipal de Seguridade Social do Servidor de Blumenau (Issblu). O valor em atraso, segundo a denúncia, era de R$ 814,3 mil. Em ambos os processos, ainda não houve decisão judicial de primeira instância.
Candidatos eram vereadores à época dos processos
Em Joinville, os três candidatos citados respondem a processos movidos na época em que atuavam na Câmara de Vereadores. Dois deles se referem ao pagamento do 13º salário no Legislativo, considerado ilegal pelo MP. Os candidatos teriam recebido o valor sem previsão legislativa em 2001 e em 2003. Esta última foi julgada improcedente, mas o promotor recorreu da decisão.
Darci de Matos, que na época era o presidente da Câmara, foi convocado a explicar a decisão. No processo, o atual candidato disse que aprovou a bonificação após se reunir com os vereadores e constatar que o procedimento já havia sido adotado antes. Mesmo com uma ação de 2001 tramitando na época, a prática foi repetida. Atualmente, uma lei municipal garante o benefício aos parlamentares.
Um outro processo, do ano de 2004, também corre na Justiça. Trata-se da constestação de um patrocínio irregular da prefeitura à Feira Agropecuária, Agroindustrial, de Máquinas e Equipamentos. Todos os vereadores que aprovaram a liberação de R$ 200 mil estão citados.
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