LENDA DE DOM SEBASTIÃO,
Ilha dos Lençóis - Maranhão
Dom Sebastião foi o rei português que morreu em 1578, aos 24 anos de idade, quando se lançou com seus soldados em uma temerária aventura guerreira no Marrocos, na esperança de converter os mouros em cristãos. Ele desapareceu na famosa batalha de Alcácer Quibir, durante a qual o exército português quase foi dizimado pelas forças inimigas, e como o seu corpo jamais foi encontrado, muitas lendas foram então criadas pelos crédulos e otimistas, todas alimentando o sonho de que um dia ele retornaria à sua terra para libertá-la do domínio espanhol, restaurando dessa forma o império português.
Uma dessas histórias sustenta que o soberano costuma aparecer nas noites de lua cheia em uma das praias da ilha dos Lençóis, que por sua vez está localizada no arquipélago de Maiaú, litoral do município de Cururupu, lado ocidental da cidade de São Luís. Diz a lenda que o rei sempre se deixa ver na forma de um touro encantado, aguardando esperançoso que algum corajoso finalmente apareça e o liberte da maldição que o colocou naquela situação. E, também, que ele mora em um palácio de cristal que se ergue no fundo do mar, próximo a ilha, mas não consegue sair de lá, por mais que tente, porque seu navio não encontra a rota correta que o leve de volta a Portugal. A mesma versão garante, ainda, que a Ilha dos Lençóis é encantada, e que se tornou morada do rei português porque os montes de areia nela formados pelo vento, se assemelham aos existentes no campo de Alcácer Quibir, onde dom Sebastião desapareceu.
O touro negro que esconde a figura do rei português tem uma estrela de ouro na testa, e se alguém conseguir atingi-la, ferindo o animal, o reino será desencantado, a cidade de São Luís irá submergir, e em seu lugar surgirá a cidade encantada que guarda os tesouros do rei. Os mais crédulos vão adiante, pois acreditam que no dia em que a testa estrelada do touro for machucada por algum cidadão desassombrado, o rei será libertado do encanto maligno que o transformou em animal, emergirá de vez das profundezas do oceano, e que os enormes vagalhões provocados pela emersão da numerosa e reluzente corte real que o acompanha, bem como dos exércitos que não o abandonam e nem deixam de protegê-lo em seu incansável vagar pelas areias das dunas da ilha dos Lençóis, farão desaparecer a cidade de São Luís do Maranhão sob a fúria das águas revoltas.
A Ilha dos Lençóis não deve ser confundida com os Lençóis Maranhenses, parque nacional situado a leste da Ilha de São Luís, (lado oposto), na divisa com o estado do Piauí. Situada no litoral ocidental do Maranhão, com uma área não maior que 900 hectares, a 155 quilômetros a oeste da capital São Luís, e a 82 quilômetros do primeiro parque estadual marinho do Brasil, o Parque Marinho de Manoel Luís, a ilha tem solo arenoso formando um campo de dunas de até 35 metros de altura, que se prolonga por quase toda sua extensão ate se mesclar com o mangue no lado sudoeste, formando lagoas de águas cristalinas durante a época chuvosa, mas que, costumam desaparecer durante o período da seca.
Com fauna e flora típicas, a Ilha dos Lençóis se constitui em um dos lugares únicos do Brasil, e por isso é considerada uma das mais belas ilhas oceânicas do país. O acesso a ela é feito somente por meio de embarcações tradicionais, ou de avião mono ou bimotor, motivo pelo qual ainda hoje a ilha se mantém praticamente no seu estado original. Nela reside uma antiga comunidade de pescadores originada dos portugueses que ali se fixaram há muito tempo atrás.
A Ilha dos Lençóis é um santuário ecológico onde pode ser encontrado, entre outros, o pássaro Guará, uma das aves mais bonitas do Brasil. Revoando por aquela região ás centenas, colorindo os ares com sua plumagem de um vermelho intenso, eles parecem incendiar a floresta de Mangue, uma das mais bonitas que se possa encontrar. Além das dunas de rara beleza, das paisagens bucólicas, dos seus habitantes albinos, da pureza ecológica que se vê, que se sente e que se respira a cada passo, a ilha desperta no imaginário dos que a visitam, inúmeros pensamentos e suposições que se prendem à lenda do rei transformado em touro encantado.
D. Sebastião I (1554 - 1578), décimo sexto rei de Portugal, herdou o trono em 1507, quando tinha apenas três anos de idade; Durante a sua menoridade a regência foi assegurada primeiro pela rainha Catarina da Áustria, sua avó, viúva de D. João III, e depois pelo tio-avô, Cardeal Henrique de Évora. .Aos 14 anos, quando finalmente assumiu o trono, o jovem soberano tinha a saúde débil, o espírito fraco e a mente sonhadora, razão pela qual, ao invés de administrar o vasto império de que era senhor, formulava planos para batalhas imaginárias e conquistas retumbantes, além de projetos visando a expansão da fé católica, profundamente convencido de que seria ele o capitão de Cristo numa nova cruzada contra os mouros do norte de África. Por isso começou a preparar-se para a expedição contra os marroquinos da cidade de Fez.
Por achar que aquela idéia era uma loucura, seu tio Filipe II, rei da Espanha, esquivou-se de acompanhá-lo, e por isso o exército português partiu sem reforços, desembarcando em Marrocos no ano de 1578. Uma vez lá, o rei ignorou os conselhos dados por seus generais e decidiu avançar imediatamente para o interior, em busca do inimigo. Na batalha que se seguiu, a de Alcácer-Quibir, os portugueses foram derrotados humilhantemente pelas forças do sultão Ahmed Mohammed, e perderam uma boa parte do seu exército.
Quanto a Sebastião, provavelmente morreu na batalha, ou depois de aprisionado. Mas para o povo português de então, o rei havia apenas desaparecido, e por isso passou a esperar por seu regresso.
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Vocês sabiam que há uma ilha no Maranhão, chamada Lençóis, que abriga uma comunidade de pescadores onde a incidência de albinismo é bastante alta. Tão alta que eles receberam o nome de Povo da Lua, porque só podem sair pra pescar á noite, devido ao abrasador calor local. Lembro-me de ter visto uma reportagem a respeito, no Fantástico, quando ainda era bem meninote ou adolescente.
Achei um par de links interessantes sobre o tema. Não postarei tudo duma vez, para dar tempo ao leitor de fruir melhor as informações.
Revista Isto É, 06/02/2002
Filhos do encanto
Na Ilha dos Lençóis lendas e assombrações fazem parte da rotina dos pescadores que acreditam viver em uma terra mágica
Madi Rodrigues e Leopoldo Silva (fotos) - Ilha dos Lençóis (MA)
O meio-dia o sol é tão quente que a impressão é que tudo à volta treme. Os pés afundam na areia fina que queima como brasa. O mar fica na porta de casa, assim como os barcos. Em contraste com as dunas gigantes, o manguezal vira floresta. Coqueiros, cachorros magros, cabras desnutridas e crianças descalças completam a paisagem. Esse é o cenário real da Ilha dos Lençóis, comunidade encravada no litoral do Maranhão, onde lendas e assombrações são contadas pela comunidade de pescadores e descendentes de albinos, certa de que vive numa terra encantada.
A ilha, que fica a mais de sete horas de barco do município de Cururupu, tem 103 casas, todas feitas de palha de babaçu. A mitológica região, onde vivem 300 pescadores semi-analfabetos, num passado não muito distante registrava grande incidência de albinos. Isso ajudou no enredo fantástico traçado por aquela gente que faz do mar a principal fonte de sobrevivência. A vida na ilha segue o ritmo da maré e obedece a um ritual invariável: os homens pescam e as mulheres cavam poços nos pés das dunas para abastecer as casas com água doce. Depois se embrenham nos mangues para catar galhos secos e transformá-los em lenha para cozinhar o peixe. Na comunidade não existe escola – as crianças estudam até a quarta série em barracões improvisados. A ilha pertence ao Arquipélago de Maiaú, um dos mais atrasados da costa brasileira. Localizado a 160 quilômetros a oeste de São Luís, não há médicos e outra forma de subsistência a não ser a pesca.
Albinos – Da legião de albinos que povoava a ilha na década de 80, sobraram poucos para contar a história fantástica do rei menino. Muitos morreram de câncer de pele e outros foram embora para cidades vizinhas com medo do mesmo destino. Os albinos que ficaram mantêm a tradição: são chamados de Filhos da Lua, não pela poesia que o apelido sugere, mas pela necessidade que têm de pescar à noite para se proteger do sol. Na comunidade, albinos e não-albinos dão vida às lendas do lugar, implantadas no País pelos jesuítas no século XVII. Os pescadores contam que na ilha existe um reino – um palácio feito de ouro, cristais e diamantes – há muito tempo escondido nas profundezas das águas da Praia dos Lençóis. A ilha e o reino, segundo eles, têm dono. Ambos pertencem a dom Sebastião – o rei menino de Portugal, que foi coroado aos três anos de idade e desapareceu aos 24 na Batalha de Alcacér-Quibir, contra os mouros, na África, por volta do século XVII. Os pescadores acreditam que, depois da derrota, dom Sebastião atravessou o oceano e veio se refugiar na Ilha dos Lençóis onde tornou-se encantado, assim como suas riquezas.
No imaginário dos pescadores, o rei nunca mais deixou a ilha. Vive lá vigiando seu palácio e protegendo os habitantes. Nas noites de lua cheia um touro preto coroado e com uma estrela na testa passeia pelas dunas, soltando fogo pelas ventas. É dom Sebastião querendo pôr fim ao encanto. O rei também aparece em forma de gente, vestido de cavaleiro e montado em um cavalo branco.
“Nessa ilha mora um rei e o nome dele é dom Sebastião”, garante o pescador albino Manoel de Oliveira, 67 anos, mais conhecido como Macieira, nascido e criado em Lençóis. “Aqui tambores tocam no fundo da terra e eu já ouvi muitas vezes isso acontecer”, afirma. Pai de nove filhos e avô de 25 netos, dois deles também albinos, Macieira tenta a todo custo encontrar-se com o rei. “Nas noites de lua cheia, subo as dunas na esperança de vê-lo. Minha curiosidade é saber como ele é: se é branco, preto ou albino como eu. Meus avós viram muitas vezes o touro passeando nas dunas e me disseram que essa ilha é dele e eu acredito nisso.” Apesar de acreditar que mora num paraíso encantado, Macieira reivindica mais atenção: “O povo aqui é esquecido de medicina e educação. Temos um posto de saúde, mas não temos médico e a escola das crianças é um barracão.” Por causa do sol, já teve dois cânceres, um na perna e outro na orelha. “Não gostaria que o mesmo acontecesse com os meus netos, Robert e Ronald, que nasceram albinos como eu.” Sobre a viabilidade de um dia o rei vir a desencantar Macieira, é categórico: “Não vai ser nada bom. Já diziam os meus antepassados que se isso acontecer a ilha vira cidade e São Luís desaparece nas profundezas do mar.”
Sonhos – “Rei, rei, rei Sebastião, quem desencantar Lençóis vai abaixo o Maranhão.” Essa é a cantiga que não sai da boca da viúva Telma Maria Silva, 35 anos. Ela é outra que diz que já perdeu a conta das vezes em que viu o rei. “Sonho com ele sempre. Ele é moreno, tem olhos azuis e usa um boné vermelho na cabeça”, descreve Telma, que ganha R$ 15 por mês carregando água para abastecer uma das duas pousadas do local. Telma já teve 12 filhos, todos albinos. “Dez morreram, um deles com seis meses”, lembra, dizendo que apenas dois sobreviveram, entre eles Cleber, cinco anos. O pai- de-santo José Mário de Araújo, 64 anos, é mais um que confirma o passeio do rei menino em forma de boi pelas dunas da ilha: “Eu já vi o touro em plena luz do dia.” Uma vez por semana, José Mário conta que sonha com o rei e o descreve como Telma, só que, em vez de um boné, ele usa uma veste branca. Neuza Miranda, 76 anos, a dona Nini, reforça a tese de que o encanto passa de pai para filho: “Meus pais cansaram de ver o touro. De minha parte, já ouvi cavalos rinchando, sendo que aqui não existe nenhum cavalo.”
Maria Isabel de Araújo Ferreira, 43 anos, é líder comunitária e diz que faz questão de contar para os filhos histórias e lendas do lugar. “Até bem pouco tempo atrás, era comum a gente encontrar na praia brincos de pérola, correntes de ouro, pulseiras, xícaras de porcelana e até potes de cerâmica, vindos não se sabe de onde”, afirma Isabel. Tiago, filho de Isabel, tem 17 anos, estudou até a quarta série. Pescador como o pai, Tiago gosta das histórias. “Sou filho de uma ilha encantada. Adoro este lugar”, afirma.
Antes que os aventureiros lancem mão, os moradores advertem: dom Sebastião é ciumento e nada pode ser levado da ilha sem a sua permissão. Quem desobedece se arrepende amargamente. Casos ilustrando o apego do rei pelas coisas do lugar não faltam. Recentemente, um gerente de um mercado de Cururupu esteve na ilha e encontrou três búzios dourados. Levou para casa e foi o suficiente para perder o sono e o sossego. “Ele ficou sem dormir durante uma semana, ouvindo vozes ordenando que devolvesse os búzios o quanto antes. Devolveu e voltou a ter paz”, contou Macieira.
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Tentei achar o Documentario completo mais não rolou..
Mais tem um pedaço ai..
http://www.youtube.com/watch?v=Hv8Isyfddbc
segunda-feira, 27 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sem comentários, sobre a ignorancia do ser humano!
O Irã tem capacidade para construir uma bomba atômica e realizar, em condições similares às da Coreia do Norte, seu primeiro teste de detonação subterrânea em seis meses, assegura a revista alemã Stern em sua próxima edição. "Se quiserem, podem detonar uma bomba de urânio em meio ano", afirma na revista um agente dos serviços secretos alemães (BND) cujo nome não foi citado.
A fonte acrescenta que, de acordo com os técnicos do BND em matéria nuclear, o Irã já domina totalmente o processo para o enriquecimento de urânio e conta com centrífugas suficientes para produzir a versão militar desse mineral.
"Há dois anos, ninguém acreditava nessa possibilidade", afirma o agente consultado. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã já tem 7 mil centrífugas em sua usina de enriquecimento de urânio em Natanz. Até junho deste ano, 4.920 delas se encontravam em funcionamento.
Com esses recursos, os técnicos nucleares iranianos já podem ter enriquecido 1,3 t de urânio em níveis de aplicação militar, material suficiente para produzir uma ou duas bombas atômicas.
A Stern assegura que o Irã trabalha de maneira acelerada no desenvolvimento de mísseis com capacidade para transportar ogivas nucleares e suficiente alcance para atingir alvos no continente europeu.
As fontes do BND consultadas pela revista assinalam que o programa de mísseis iraniano se concentra "exclusivamente" na construção de ogivas nucleares. Além disso, destacam que o Irã precisará de mais três anos para contar com ogivas nucleares para armar seus mísseis de médio alcance.
Finalmente, a Stern revela que os componentes para a construção desse tipo de mísseis são adquiridos pelo Irã no mundo todo, até mesmo na Alemanha, mediante uma rede de empresas camufladas dirigidas pelo iraniano Said Mohammad Hosseinian, "um dos homens mais procurados do mundo" pelos serviços secretos ocidentais, de acordo com o BND.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Uma temporada de farsas
Noam Chomsky
Dos Estados Undios
As eleições no Líbano e Irã, e o golpe militar em Honduras, são relevantes não apenas por sua mera existência, mas também pelas reações internacionais que causaram. Em comparação, há de se mencionar a pouca atenção dada ao recente ato de pirataria israelense no Mediterrâneo.
Líbano
A eleição de 7 de junho causou celeuma na opinião pública.
"Eu sou fã das eleições livres e justas", disse Thomas Friedman, em sua coluna no New York Times, no dia 10 de junho. "No Líbano a eleição foi verdadeira e os resultados foram fascinantes: O presidente Barack Obama derrotou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad".
Crucialmente, "uma vasta maioria dos libaneses - muçulmanos, cristãos e drusos - votaram na coligação 14 de março, liderada por Saad Hariri", o candidato apoiado pelos EUA e filho do ex-primeiro ministro assassinado Rafik Hariri.
Precisamos dar o crédito devido ao triunfo dessas eleições livres (e de Washington também): "Se George Bush não tivesse se imposto aos sírios em 2005 - fazendo-os deixar o Líbano após o assassinato de Hariri - esta eleição livre nunca teria acontecido", disse Friedman. "Bush criou a oportunidade. E o discurso de Obama no Cairo, foi a cereja no bolo".
Dois dias depois, as visões de Friedman ecoaram na coluna de Elliott Abrams, do Conselho das Relações Estrangeiras, que também foi um alto oficial dos governos de Reagan e Bush filho: "A votação no Líbano passou em todos os testes de legitimidade. Os libaneses tiveram a chance votar contra o Hezbollah, e não hesitaram em abraçá-la".
Qualquer "teste de legitimidade", no entanto, deveria incluir o voto em si. A coligação 8 de março, ligada ao Hezbollah, ganhou com a mesma diferença de votos que Obama venceu McCain em novembro, aproximadamente 54% do voto popular, de acordo com os números divulgados pelo Ministério do Interior libanês.
Portanto, se levarmos em conta o argumento de Friedman e Abrams, deveríamos lamentar a derrota de Ahmadinejad - que também é de Obama.
Como muitos outros, Friedman e Abrams se referem aos representantes do Parlamento. Os números são afetados pelo sistema de votação libanês, que é confessional, o que reduz de forma aguda o número de vagas para a maior das seitas, os xiitas, que apoiam amplamente o Hezbollah e seu aliado, o Movimento Amal.
Mas os analistas sérios apontaram que as regras do sistema "confessional" libanês debilitam o conceito de "eleições livres e justas" das mais variadas formas. O analista político Assaf Kfoury observa que essas regras não permitem a participação de partidos não sectários e cria uma barreira para a introdução de políticas socioeconômicas e outras questões relevantes no sistema eleitoral.
Para Kfoury, essas regras abrem espaço para "uma interferência externa maciça", pouca participação do eleitorado e "manipulação e compra de votos", todos observados, mais do que nunca, na eleição de junho.
Em Beirute, onde reside quase a metade da população do Líbano, menos de um quarto dos eleitores conseguiu votar sem precisar retornar à sua zona eleitoral de origem. O efeito disso é que os trabalhadores imigrantes e as classes mais pobres acabam efetivamente perdendo seu direito ao voto, "numa espécie de gerrymandering ao estilo libanês", escreveu Kfoury.
Irã
Como no Líbano, o sistema eleitoral do Irã viola direitos básicos. Os candidatos precisam ser aprovados pelos líderes religiosos, que reprovam as políticas com as quais não concordam.
Os resultados eleitorais divulgados pelo Ministério do Interior iraniano carecem de credibilidade, tanto pela forma com que foram divulgados quanto pelos números em si - retratando fidedignamente o descontentamento popular reprimido brutalmente pelas forças armadas dos religiosos no poder. Talvez Ahmadinejad tivesse conquistado a maioria justa dos votos, mas os governantes não estavam dispostos a arriscar.
Nas ruas do Teerã, a correspondente Reese Erlich escreveu: "É um movimento de massa iraniano genuíno, composto por estudantes, trabalhadores, mulheres e integrantes da classe média" - e possivelmente uma grande parcela da população rural.
Eric Hooglund, acadêmico e estudioso da zona rural iraniana, relata que houve um apoio "impressionante" ao candidato da oposição, Mir Hossein Mousavi, por parte dos habitantes das regiões por ele estudadas, além de "um ultraje moral palpável, no que se acredita ser uma eleição roubada".
É bastante improvável que o protesto venha a abalar o regime clérico-militar em curto prazo, como diz Erlich, "estão sendo plantadas sementes para lutas futuras".
Israel-Palestina
Não se deve esquecer que houve uma eleição "livre e justa recentemente no Oriente Médio - em janeiro de 2006 na Palestina, onde os Estados Unidos e seus aliados puniram a população que "votou errado".
Israel impôs um cerco a Gaza e, no inverno passado, atacaram sem clemência.
Amparado pela impunidade que recebe dos EUA, Israel forçou novamente seu bloqueio, sequestrando o navio do movimento Free Gaza, "Spirit of Humanity" (Espírito da Humanidade), em águas internacionais, forçando-o a ancorar no porto israelense Ashdod.
O navio havia saído do Chipre, onde a carga foi inspecionada: medicamentos, material de construção e brinquedos. Os trabalhadores de direitos humanos a bordo incluíam Mairead Maguire, laureada com o prêmio Nobel, e o a ex-congressista norte-americana Cynthia McKinney.
O crime praticamente não chamou a atenção de ninguém - até com alguma justiça, dizem alguns, já que Israel vem saqueando navios entre o Chipre e o Líbano há décadas. Então por que agora noticiar essa recente situação vergonhosa de um estado traiçoeiro e seu líder?
Honduras
A América Central é também cenário de um crime eleitoral. Um golpe militar em Honduras removeu o presidente Manuel Zelaya e o expulsou para a Costa Rica.
O golpe reafirma o que o analista de assuntos latino-americanos, Mark Weisbrot, chama de "uma história recorrente na América Latina", embargando "um presidente reformista, que tem apoio dos sindicatos e organizações sociais e que lutava contra a elite política, apoiada pela máfia e o tráfico de drogas, acostumados a escolher a dedo seus representantes na Corte Suprema, no Congresso e até mesmo na presidência".
A opinião pública descreve o golpe como um retorno infeliz ao passado negro de décadas atrás. O que não é verdade. Esse é o terceiro golpe militar da última década, confirmando a noção da "história recorrente".
O primeiro, na Venezuela em 2002, foi apoiado pela administração Bush, mas recuou depois da desaprovação maciça na América Latina e a volta do governo eleito por pleito popular.
O segundo, no Haiti em 2004, foi levado a cabo pelos algozes habituais do país, França e Estados Unidos. O presidente eleito, Jean-Bertrand Aristide, foi expulso para a África Central.
O que há de novo no golpe de Honduras é que Washington não o apoiou.
Em vez disso, os EUA montaram oposição ao golpe juntamente com a OEA, ainda que expressando uma oposição mais branda do que os outros países e sem tomar atitude alguma. Ao contrário dos estados vizinhos, como a França, Espanha e Itália, os Estados Unidos optaram por não remover seu embaixador.
É muito difícil acreditar que Washington não tivesse conhecimento prévio do que estava prestes a acontecer em Honduras, um país extremamente dependente da ajuda norte-americana e cujo exército conta com armas, treinamento e aconselhamento dos EUA. As relações militares entre os dois países começaram na década de 1980, quando Honduras servia de base para a guerra terrorista do presidente Reagan contra a Nicarágua. Se a "história recorrente" se repetirá ou não depende muito das reações vindas dos Estados Unidos.
Noam Chomsky
Dos Estados Undios
As eleições no Líbano e Irã, e o golpe militar em Honduras, são relevantes não apenas por sua mera existência, mas também pelas reações internacionais que causaram. Em comparação, há de se mencionar a pouca atenção dada ao recente ato de pirataria israelense no Mediterrâneo.
Líbano
A eleição de 7 de junho causou celeuma na opinião pública.
"Eu sou fã das eleições livres e justas", disse Thomas Friedman, em sua coluna no New York Times, no dia 10 de junho. "No Líbano a eleição foi verdadeira e os resultados foram fascinantes: O presidente Barack Obama derrotou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad".
Crucialmente, "uma vasta maioria dos libaneses - muçulmanos, cristãos e drusos - votaram na coligação 14 de março, liderada por Saad Hariri", o candidato apoiado pelos EUA e filho do ex-primeiro ministro assassinado Rafik Hariri.
Precisamos dar o crédito devido ao triunfo dessas eleições livres (e de Washington também): "Se George Bush não tivesse se imposto aos sírios em 2005 - fazendo-os deixar o Líbano após o assassinato de Hariri - esta eleição livre nunca teria acontecido", disse Friedman. "Bush criou a oportunidade. E o discurso de Obama no Cairo, foi a cereja no bolo".
Dois dias depois, as visões de Friedman ecoaram na coluna de Elliott Abrams, do Conselho das Relações Estrangeiras, que também foi um alto oficial dos governos de Reagan e Bush filho: "A votação no Líbano passou em todos os testes de legitimidade. Os libaneses tiveram a chance votar contra o Hezbollah, e não hesitaram em abraçá-la".
Qualquer "teste de legitimidade", no entanto, deveria incluir o voto em si. A coligação 8 de março, ligada ao Hezbollah, ganhou com a mesma diferença de votos que Obama venceu McCain em novembro, aproximadamente 54% do voto popular, de acordo com os números divulgados pelo Ministério do Interior libanês.
Portanto, se levarmos em conta o argumento de Friedman e Abrams, deveríamos lamentar a derrota de Ahmadinejad - que também é de Obama.
Como muitos outros, Friedman e Abrams se referem aos representantes do Parlamento. Os números são afetados pelo sistema de votação libanês, que é confessional, o que reduz de forma aguda o número de vagas para a maior das seitas, os xiitas, que apoiam amplamente o Hezbollah e seu aliado, o Movimento Amal.
Mas os analistas sérios apontaram que as regras do sistema "confessional" libanês debilitam o conceito de "eleições livres e justas" das mais variadas formas. O analista político Assaf Kfoury observa que essas regras não permitem a participação de partidos não sectários e cria uma barreira para a introdução de políticas socioeconômicas e outras questões relevantes no sistema eleitoral.
Para Kfoury, essas regras abrem espaço para "uma interferência externa maciça", pouca participação do eleitorado e "manipulação e compra de votos", todos observados, mais do que nunca, na eleição de junho.
Em Beirute, onde reside quase a metade da população do Líbano, menos de um quarto dos eleitores conseguiu votar sem precisar retornar à sua zona eleitoral de origem. O efeito disso é que os trabalhadores imigrantes e as classes mais pobres acabam efetivamente perdendo seu direito ao voto, "numa espécie de gerrymandering ao estilo libanês", escreveu Kfoury.
Irã
Como no Líbano, o sistema eleitoral do Irã viola direitos básicos. Os candidatos precisam ser aprovados pelos líderes religiosos, que reprovam as políticas com as quais não concordam.
Os resultados eleitorais divulgados pelo Ministério do Interior iraniano carecem de credibilidade, tanto pela forma com que foram divulgados quanto pelos números em si - retratando fidedignamente o descontentamento popular reprimido brutalmente pelas forças armadas dos religiosos no poder. Talvez Ahmadinejad tivesse conquistado a maioria justa dos votos, mas os governantes não estavam dispostos a arriscar.
Nas ruas do Teerã, a correspondente Reese Erlich escreveu: "É um movimento de massa iraniano genuíno, composto por estudantes, trabalhadores, mulheres e integrantes da classe média" - e possivelmente uma grande parcela da população rural.
Eric Hooglund, acadêmico e estudioso da zona rural iraniana, relata que houve um apoio "impressionante" ao candidato da oposição, Mir Hossein Mousavi, por parte dos habitantes das regiões por ele estudadas, além de "um ultraje moral palpável, no que se acredita ser uma eleição roubada".
É bastante improvável que o protesto venha a abalar o regime clérico-militar em curto prazo, como diz Erlich, "estão sendo plantadas sementes para lutas futuras".
Israel-Palestina
Não se deve esquecer que houve uma eleição "livre e justa recentemente no Oriente Médio - em janeiro de 2006 na Palestina, onde os Estados Unidos e seus aliados puniram a população que "votou errado".
Israel impôs um cerco a Gaza e, no inverno passado, atacaram sem clemência.
Amparado pela impunidade que recebe dos EUA, Israel forçou novamente seu bloqueio, sequestrando o navio do movimento Free Gaza, "Spirit of Humanity" (Espírito da Humanidade), em águas internacionais, forçando-o a ancorar no porto israelense Ashdod.
O navio havia saído do Chipre, onde a carga foi inspecionada: medicamentos, material de construção e brinquedos. Os trabalhadores de direitos humanos a bordo incluíam Mairead Maguire, laureada com o prêmio Nobel, e o a ex-congressista norte-americana Cynthia McKinney.
O crime praticamente não chamou a atenção de ninguém - até com alguma justiça, dizem alguns, já que Israel vem saqueando navios entre o Chipre e o Líbano há décadas. Então por que agora noticiar essa recente situação vergonhosa de um estado traiçoeiro e seu líder?
Honduras
A América Central é também cenário de um crime eleitoral. Um golpe militar em Honduras removeu o presidente Manuel Zelaya e o expulsou para a Costa Rica.
O golpe reafirma o que o analista de assuntos latino-americanos, Mark Weisbrot, chama de "uma história recorrente na América Latina", embargando "um presidente reformista, que tem apoio dos sindicatos e organizações sociais e que lutava contra a elite política, apoiada pela máfia e o tráfico de drogas, acostumados a escolher a dedo seus representantes na Corte Suprema, no Congresso e até mesmo na presidência".
A opinião pública descreve o golpe como um retorno infeliz ao passado negro de décadas atrás. O que não é verdade. Esse é o terceiro golpe militar da última década, confirmando a noção da "história recorrente".
O primeiro, na Venezuela em 2002, foi apoiado pela administração Bush, mas recuou depois da desaprovação maciça na América Latina e a volta do governo eleito por pleito popular.
O segundo, no Haiti em 2004, foi levado a cabo pelos algozes habituais do país, França e Estados Unidos. O presidente eleito, Jean-Bertrand Aristide, foi expulso para a África Central.
O que há de novo no golpe de Honduras é que Washington não o apoiou.
Em vez disso, os EUA montaram oposição ao golpe juntamente com a OEA, ainda que expressando uma oposição mais branda do que os outros países e sem tomar atitude alguma. Ao contrário dos estados vizinhos, como a França, Espanha e Itália, os Estados Unidos optaram por não remover seu embaixador.
É muito difícil acreditar que Washington não tivesse conhecimento prévio do que estava prestes a acontecer em Honduras, um país extremamente dependente da ajuda norte-americana e cujo exército conta com armas, treinamento e aconselhamento dos EUA. As relações militares entre os dois países começaram na década de 1980, quando Honduras servia de base para a guerra terrorista do presidente Reagan contra a Nicarágua. Se a "história recorrente" se repetirá ou não depende muito das reações vindas dos Estados Unidos.
terça-feira, 7 de julho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Para constar, saiu uma entrevista e citações minhas, no blog do escritor MAICON TENFEN.
Segue link:
http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&tipo=1§ion=Blogs&p=1&coldir=2&espname=jsc&blog=690&topo=4254.dwt&uf=2&local=18
Domingo, 31 de maio de 2009
Projeto Túneis - 2
Quando iniciei essa história dos Misteriosos Túneis de Blumenau, recebi vários e-mails de pessoas ou grupos que em algum momento resolveram sair a campo e fazer investigações por conta própria. Um deles foi um ex-aluno cujo nome omito para protegê-lo de complicações, pois os dados que ele me passou são verdadeiramente intrigantes. Segundo ele, o morro atrás do Shopping Neumarkt é o lugar mais estranho a que chegaram depois de “interrogar” os habitantes mais antigos de Blumenau. No parque que existe na área, no meio do mato, entre um bambuzal, há uma espécie de entrada subterrânea fechada por cimento, “o mesmo de que foi feito o Colégio Sagrada Família”. Mas por que a boca de um túnel lá atrás, tão longe, no meio do nada?
Como sempre, as explicações começam no Teatro Carlos Gomes. Como citei no outro post, pelo menos um túnel viria do rio até os porões do palco, dali a passagem se estenderia até o Colégio Santo Antônio, depois ao Sagrada Família e, dali, numa bifurcação, ao Pedro II e ao meio do mato, mais precisamente atrás de onde hoje fica o shopping. As conspirações nazistas entram rapidamente na história. Construído com dinheiro vindo da Alemanha hitlerista, o teatro possui uma fachada em forma de quepe e uma sacada que seria o púlpito ideal para um discurso do Führer caso ele vencesse a guerra e começasse a visitar as colônias germânicas espalhadas pela América do Sul. Os túneis serviriam como rotas de acesso, para evitar atentados, ou de fuga, caso algum imprevisto acontecesse.
Para complementar sua teoria, meu ex-aluno conversou via net com um experiente pesquisador da história local. Reproduzo abaixo o diálogo dos dois, com algumas adaptações e a exclusão de fragmentos nos quais aparecem os nomes de pessoas que não autorizaram as citações.
Estudante: Bom dia.
Pesquisador: Bom dia.
Estudante: Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que o senhor vem realizando sobre a história e o povo de Blumenau.
Pesquisador: Agradeço pelas palavras de carinho.
Estudante: Acredito que o senhor já tenha ouvido falar dos túneis que cortam o centro da cidade. Essa história é verídica?
Pesquisador: Na minha opinião, é sim. Entretanto, há muitas lendas obstruindo a verdade dos fatos.
Estudante: Há algumas coisas aí que me deixam com a pulga atrás da orelha.
Pesquisador: Quais são?
Estudante: Em primeiro lugar, dizem que o túnel na frente do shopping não foi escavado, ele já existia e apenas deram uma “melhorada”. O senhor se recorda das obras?
Pesquisador: Sim. Realmente, esse era o comentário da época.
Estudante: Em segundo lugar, quando houve a reurbanização da Rua XV de Novembro, havia lá pessoal do exército dando uma “verificada” nas obras. Por que o interesse em obras que nada tinham a ver com o serviço militar?
Pesquisador: Nunca entendi esse fato.
Estudante: No livro Mein Kampf, Hitler fala que viria para uma colônia alemã fora da Europa e que essa colônia era Blumenau.
Pesquisador: Sim, verdadeiro.
Estudante: O Teatro Carlos Gomes visto de cima é um capacete alemão.
Pesquisador: Também verdadeiro.
Estudante: Há cerca de três anos, haveria um recital no Carlos Gomes organizado por um colega meu. Infelizmente, choveu muito naquele dia, e o pessoal do Corpo de Bombeiros não permitiu que se realizasse no local o recital. Motivo? A parte subterrânea do Carlos Gomes estava cheia de água. Se o senhor for ao teatro e perguntar sobre essa parte subterrânea, eles negam, dizem que não existe. Mas quando o Corpo de Bombeiros deu a notícia, eu estava junto e ouvi claramente que os “porões” estavam alagados e que a realização do recital seria perigosa.
Pesquisador: Negam, sim. Já consultei muita gente sobre isso. Ficam chateados e pedem para mudar de assunto. Afirmam que nada disso é verdadeiro, apenas coincidências.
Estudante: Caso seja verídico, há uma possibilidade de confirmar minha teoria. Hitler daria um discurso no Carlos Gomes. Caso houvesse algum problema, ele fugiria pelos túneis. Procuraria abrigo no Colégio Santo Antônio que, por pertencer à Igreja, não poderia ser invadido. Depois seguiria até o Sagrada Família e por fim sairia no morro atrás do shopping.
Pesquisador: Sua afirmação pode ser correta, mas é preciso cuidado. O que me intriga é que as pessoas a quem pergunto sobre isso sempre dão um jeito de desconversar.
Estudante: O senhor soube que agora, nas obras realizadas no Castelinho, foram encontrados vários documentos, munição e objetos ligados ao nazismo?
Pesquisador: Soube, sim.
Estudante: Sabe-se que Blumenau abrigou muitos nazistas que fugiram depois da Segunda Guerra Mundial.
Pesquisador: Ouvi falar sobre isso, mas não há provas concretas.
Estudante: O senhor acha que toda essa história é lenda ou verdade?
Pesquisador: Muita coisa é lenda, mas acho que alguma verdade existe. Mas quais são as verdades? Infelizmente, não posso contribuir muito com você, pois as respostas nunca me foram dadas com clareza. Gosto de fazer um trabalho baseado em certeza, não em dúvida, mas acho importante essa pesquisa. Parabéns a você que dará continuidade a esse assunto que faz parte da nossa cultura e história. Um forte abraço.
Aguardem mais revelações nos próximos posts.
Para Provar, caso alguém duvide que o tal "estudante" é a minha pessoa, segue e-mail enviado ao Maicon:
Subject: Túneis Blumenau.
From: bruno@... (apaguei pq é meu e-mail da empresa)
Date: May 14, 2009 10:03:01 AM GMT-03:00
To: maicon.tenfen@santa.com.br
Grande Maicon,
Vamos lá...
Vou começar por dizer que eu e alguns amigos a um tempo atras resolvemos pesquisar sobre os túneis e tentar achar as tais entradas...
O Lugar mais entranho que agente achou foi no morro do shopping, lá no parque, no meio do nada, na verdade fica entre o shopping e a cerca que começa o parque (tem que entrar escondito ali, pular a cerca), bem lá no meio, entre alguns bambus, tem como se fosse uma entrada no meio do mato fechada por cimento, sabe aquele cimento que foi feito o Sagrada Família? Bem antigo, então... Muito estranho. Na verdade vou te contar por onde acreditamos que pasam os túneis...
Inicio no teatro, saídas pelo Rio (teatro tem algo interessante, a um certo tempo atras agente iria tocar no teatro e neste dia choveu muito cancelaram nossa apresentação, como eramos amigos de quem estava organizando o motivo dado pelos bombeiros, "abaixo do teatro "há porões" e estão todos inundados, isso pode causar sei lá o que na estrutura" estranho não? Porões tão fundos assim? Abaixo do teatro? No subsolo? Isso é fato, ocorreu de verdade) voltando aos túneis, tunel passando pela Igreja Matriz (Santo Antonio), passando pelo Sagrada se extentendo até naquele hotel no inicio da XV (Grande Hotel? não recordo o nome) se tu olhar ali sai uma tubulação gigante, e se perceber naquele corrego que desemboca ali umas entradas estranhas assim, a esses túneis tb iriam até a entrada do daquele bairro que sobe pro morro da compania que não recordo o nome e lógico o tunel subindo ao morro atras do shopping, pois tem uma visão privilegiada (Meu Pai é alemão, sou filho adotivo, então ele conhecia mtos alemães aqui em Blumenau, conta ele que naquelas casas antigas ali daquele bairro ele já visitou, e uma vez um amigo dele mostrou um porão cheio de coisas Nazistas e neste porão tinha uma entrada para o subsolo, estranho não?" E nesta história do Nazistas em Blumenau meu Pai conta que tinha um cara, até posso perguntar para ele o nome, o cara era nazista, veio fugido aqui para blumenau com documento de padre ou algo ligado a igreja eu sei que o fim do cara foi ele se matando.
Acho que uma pessoa que eu já conversei (e até vou te colocar um e-mail que mandei para ele a mto tempo atras) e pode te ajudar, pq ao contrario da Petri que tem o rabo preso e nunca fala nada cheguei a marcar uma reunião com ela no acervo histórioco sem exito, pode te dizer algumas coisas interessante é o Aldaberto Day (http://adalbertoday.blogspot.com/) aqui segue a cópia do e-mail, vou te enviar o e-mail original.
Segue e-mail enviado a ele:
De: Adalberto e Dalva Day (familiaday@terra.com.br)
Enviada: quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 14:12:58
Para: brunohellmann@hotmail.com
Bom dia Bruno
Bom dia Sr. Adalberto.
Tudo bem?
Tudo Bem
Primeiramente gostaria de parabeniza - lo pelo trabalho realizado pelo Sr. no seu blog.
E gostaria de questionar algo, pois acredito que o Sr. deve saber melhor do
que muita gente.
- Te agradeço pelas palavras de carinho
Acredito que o Sr. já deva ter ouvido falar sobre os túneis que "cortam" o
centro de Blumenau. O Sr. que estuda e tem acesso a tantos documentos, é
verídica essa história?- Na minha opinião é sim, porém algumas coisas são lendas.
Pois se o Sr. observar tem alguns pontos que me deixam sempre com a "pulga
atrás da orelha".
SIm exatamente
Seguem eles:
1-) O túnel na frente do shopping não foi escavado, ele já "existia" eles
apenas deram uma melhorada, o Sr. se recorda das obras?
Sim - realmente este era o comentário da Época.
2-) Quando houve a reurbanização da rua XV de novembro, havia lá pessoal do
exército dando uma "verificada" nas obras. Pq o interesse do exército em
obras que não tinham nada haver com o exército?
Nunca entendi deste fato.
3-) No livro Mine Kampf Hittler fala que veria para única colônia alemã fora
da Europa e esse lugar seria Blumenau.
Sim verdadeiro
4-) O Teatro Carlos Gomes visto de cima é um capacete alemão.
Também verdadeiro
5-) A cerca de 3 anos teria em Blumenau um recital no Carlos Gomes
organizado por um colega meu, infelizmente no dia deu tanta chuva que o
pessoal do corpo de bombeiros não deichou que se realizasse no local o
recital, o motivo, a parte subterrânea do Carlos Gomes estava toda cheia de
água.Se o senhor for no Teatro e perguntar sobre está parte subterrânea eles
negam e dizem que não existe. Mais quando o corpo de bombeiros deu a notícia
eu estava junto e ouvi claramente que a parte subterrânea estava toda
alagada sendo assim não poderia ter o recital, pois era perigoso e etc.
Negam sim, eu sou amigo do Presidente Ricardo Stodieck, quando consulto ele sobre esses assuntos, ele fica chateado e pede para mudar de assunto. Me afirmou não ser nada verdadeiro, apenas coincidências.
6-) Caso for verídico esse assunto segue minha teoria:
Hittler (ou alguém do poder na época) daria o discurso no Carlos Gomes caso
houvesse alguma coisa ele fugiria pelos túneis, primeiro local a ser
abrigado seria no Bom Jesus antigo Santo Antonio (por ser um local de padres
não poderia ser atacado) o túnel segue até o Sagrada Família ao lado do
hospital, que tb liga ao morro que dá atrás do Shopping local mais alto no
centro de Blumenau dando uma visão privilegiada seguindo o túnel até... e
por ai segue. Pode ser correto sua afirmação, mas não sei porque se nega essas informações. Já conversei com a Sueli Petry sobre este assunto, ela diz não ser verdadeiro... e desconversa
7-) Sr. sabe que agora nas obras realizadas no Castelinho foram encotrados
vários documentos, munição e coisas ligadas ao nazismo. Soube sim
8-) Sabe-se que Blumenau abrigou muitos nazistas que fugiram na segunda
guerra, esses vieram a Blumenau com documentos falsificados de Padres,
freras... Ouvi falar sobre isso, mas nunca tive certeza
9-) Estudei anos no Sagrada Família e aquele colégio é um labirinto.
Sim- minha esposa e filha estudaram lá, e dizem ter visto algo parecido mas que é proibido o acesso.
O que o Senhor acha dessa história lenda ou verdade?
Muita coisa é lenda, mas acho sim que alguma verdade existe. Mas quais são verdades? Também se você observar, o prédio em frente ao Castelinho - que também era da Moellmann - foi desenhado com siglas creio nazistas. Acho que vamos acabar morrendo sem saber da verdade...é difícil, quem sabe,não quer falar, e sempre haverá duvidas, lenda ou verdade...até que ponto. Infelizmente não posso contribuir pois pouco acesso tive, e as respostas nunca foram me dadas, estou na mesma situação que você. Eu estou fazendo um trabalho baseado em certeza, e não em duvidas, mas acho muito importante essa pesquisa, parabéns a você que dará continuidade sobre este assunto, que faz parte de nossa cultura e história, porque não. Quando souber de alguma coisa mais concreta, lhe mando um e mail, está aqui em meus favoritos. Sou amigo de muitos que possam passar essas informações, porém como coloquei, não querem falar sobre este assunto e dizem ou afirmam que nada é verdadeiro.
Um forte abraço e obrigado por ver nosso blog.
Adalberto Day
Existem outros fatos que acredito apontarem para a veracidade dessa história
(não posso me estender muito no e-mail pois estou no trabalho), caso o Sr.
se interesse em debater tais questões meu celular é 8403 5272.
Ou me manda um e-mail que já ficaria grato.
Grande abraço.
Maicon, seguinte, essa hisória do teu blog dos Nazi, tu invento ou é verdade!?
Poww tais fazendo muito suspense meu, libera ai as informações!!!
Outra coisa, segue meu celular (47) 8403... - que tu acha de juntar uma galera e sair fussando por ai as entradas!? Aquela do shops eu sei direitinho onde ficava já é uma para se olhar e discutir o pq dela estar ali?
As outras, sabe se lá né?
Ahh ia esquecendo, tem aquela entrada ali do Pedro Segundo, tu estando na frente do IBIS e olhando para o Pedro quase em frente onde fica a Tia do Cachorro quente, parece ser um depósito, então, ali dizem que tem outra entrada. Acho que eles chamam de Ginastico.
Maicon, nesta comunidade http://www.orkut.com.br/Main#CommTopics.aspx?cmm=1470361 a um tempo atras tinha uns tópicos interessates, como estou no trabalho não tenho posso ficar fussando ali, e ver se ainda existem os tópicos bons, pq tem muito lixo também.
De inicio é isso, vou ver em casa se ainda tenho algumas anotações que fizemos qndo resolvemos pesquisar sobre os túneis...
Já estou lhe enviando o e-mail original do Adalberto.
Abraço Maicon.
Segue link:
http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&tipo=1§ion=Blogs&p=1&coldir=2&espname=jsc&blog=690&topo=4254.dwt&uf=2&local=18
Domingo, 31 de maio de 2009
Projeto Túneis - 2
Quando iniciei essa história dos Misteriosos Túneis de Blumenau, recebi vários e-mails de pessoas ou grupos que em algum momento resolveram sair a campo e fazer investigações por conta própria. Um deles foi um ex-aluno cujo nome omito para protegê-lo de complicações, pois os dados que ele me passou são verdadeiramente intrigantes. Segundo ele, o morro atrás do Shopping Neumarkt é o lugar mais estranho a que chegaram depois de “interrogar” os habitantes mais antigos de Blumenau. No parque que existe na área, no meio do mato, entre um bambuzal, há uma espécie de entrada subterrânea fechada por cimento, “o mesmo de que foi feito o Colégio Sagrada Família”. Mas por que a boca de um túnel lá atrás, tão longe, no meio do nada?
Como sempre, as explicações começam no Teatro Carlos Gomes. Como citei no outro post, pelo menos um túnel viria do rio até os porões do palco, dali a passagem se estenderia até o Colégio Santo Antônio, depois ao Sagrada Família e, dali, numa bifurcação, ao Pedro II e ao meio do mato, mais precisamente atrás de onde hoje fica o shopping. As conspirações nazistas entram rapidamente na história. Construído com dinheiro vindo da Alemanha hitlerista, o teatro possui uma fachada em forma de quepe e uma sacada que seria o púlpito ideal para um discurso do Führer caso ele vencesse a guerra e começasse a visitar as colônias germânicas espalhadas pela América do Sul. Os túneis serviriam como rotas de acesso, para evitar atentados, ou de fuga, caso algum imprevisto acontecesse.
Para complementar sua teoria, meu ex-aluno conversou via net com um experiente pesquisador da história local. Reproduzo abaixo o diálogo dos dois, com algumas adaptações e a exclusão de fragmentos nos quais aparecem os nomes de pessoas que não autorizaram as citações.
Estudante: Bom dia.
Pesquisador: Bom dia.
Estudante: Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que o senhor vem realizando sobre a história e o povo de Blumenau.
Pesquisador: Agradeço pelas palavras de carinho.
Estudante: Acredito que o senhor já tenha ouvido falar dos túneis que cortam o centro da cidade. Essa história é verídica?
Pesquisador: Na minha opinião, é sim. Entretanto, há muitas lendas obstruindo a verdade dos fatos.
Estudante: Há algumas coisas aí que me deixam com a pulga atrás da orelha.
Pesquisador: Quais são?
Estudante: Em primeiro lugar, dizem que o túnel na frente do shopping não foi escavado, ele já existia e apenas deram uma “melhorada”. O senhor se recorda das obras?
Pesquisador: Sim. Realmente, esse era o comentário da época.
Estudante: Em segundo lugar, quando houve a reurbanização da Rua XV de Novembro, havia lá pessoal do exército dando uma “verificada” nas obras. Por que o interesse em obras que nada tinham a ver com o serviço militar?
Pesquisador: Nunca entendi esse fato.
Estudante: No livro Mein Kampf, Hitler fala que viria para uma colônia alemã fora da Europa e que essa colônia era Blumenau.
Pesquisador: Sim, verdadeiro.
Estudante: O Teatro Carlos Gomes visto de cima é um capacete alemão.
Pesquisador: Também verdadeiro.
Estudante: Há cerca de três anos, haveria um recital no Carlos Gomes organizado por um colega meu. Infelizmente, choveu muito naquele dia, e o pessoal do Corpo de Bombeiros não permitiu que se realizasse no local o recital. Motivo? A parte subterrânea do Carlos Gomes estava cheia de água. Se o senhor for ao teatro e perguntar sobre essa parte subterrânea, eles negam, dizem que não existe. Mas quando o Corpo de Bombeiros deu a notícia, eu estava junto e ouvi claramente que os “porões” estavam alagados e que a realização do recital seria perigosa.
Pesquisador: Negam, sim. Já consultei muita gente sobre isso. Ficam chateados e pedem para mudar de assunto. Afirmam que nada disso é verdadeiro, apenas coincidências.
Estudante: Caso seja verídico, há uma possibilidade de confirmar minha teoria. Hitler daria um discurso no Carlos Gomes. Caso houvesse algum problema, ele fugiria pelos túneis. Procuraria abrigo no Colégio Santo Antônio que, por pertencer à Igreja, não poderia ser invadido. Depois seguiria até o Sagrada Família e por fim sairia no morro atrás do shopping.
Pesquisador: Sua afirmação pode ser correta, mas é preciso cuidado. O que me intriga é que as pessoas a quem pergunto sobre isso sempre dão um jeito de desconversar.
Estudante: O senhor soube que agora, nas obras realizadas no Castelinho, foram encontrados vários documentos, munição e objetos ligados ao nazismo?
Pesquisador: Soube, sim.
Estudante: Sabe-se que Blumenau abrigou muitos nazistas que fugiram depois da Segunda Guerra Mundial.
Pesquisador: Ouvi falar sobre isso, mas não há provas concretas.
Estudante: O senhor acha que toda essa história é lenda ou verdade?
Pesquisador: Muita coisa é lenda, mas acho que alguma verdade existe. Mas quais são as verdades? Infelizmente, não posso contribuir muito com você, pois as respostas nunca me foram dadas com clareza. Gosto de fazer um trabalho baseado em certeza, não em dúvida, mas acho importante essa pesquisa. Parabéns a você que dará continuidade a esse assunto que faz parte da nossa cultura e história. Um forte abraço.
Aguardem mais revelações nos próximos posts.
Para Provar, caso alguém duvide que o tal "estudante" é a minha pessoa, segue e-mail enviado ao Maicon:
Subject: Túneis Blumenau.
From: bruno@... (apaguei pq é meu e-mail da empresa)
Date: May 14, 2009 10:03:01 AM GMT-03:00
To: maicon.tenfen@santa.com.br
Grande Maicon,
Vamos lá...
Vou começar por dizer que eu e alguns amigos a um tempo atras resolvemos pesquisar sobre os túneis e tentar achar as tais entradas...
O Lugar mais entranho que agente achou foi no morro do shopping, lá no parque, no meio do nada, na verdade fica entre o shopping e a cerca que começa o parque (tem que entrar escondito ali, pular a cerca), bem lá no meio, entre alguns bambus, tem como se fosse uma entrada no meio do mato fechada por cimento, sabe aquele cimento que foi feito o Sagrada Família? Bem antigo, então... Muito estranho. Na verdade vou te contar por onde acreditamos que pasam os túneis...
Inicio no teatro, saídas pelo Rio (teatro tem algo interessante, a um certo tempo atras agente iria tocar no teatro e neste dia choveu muito cancelaram nossa apresentação, como eramos amigos de quem estava organizando o motivo dado pelos bombeiros, "abaixo do teatro "há porões" e estão todos inundados, isso pode causar sei lá o que na estrutura" estranho não? Porões tão fundos assim? Abaixo do teatro? No subsolo? Isso é fato, ocorreu de verdade) voltando aos túneis, tunel passando pela Igreja Matriz (Santo Antonio), passando pelo Sagrada se extentendo até naquele hotel no inicio da XV (Grande Hotel? não recordo o nome) se tu olhar ali sai uma tubulação gigante, e se perceber naquele corrego que desemboca ali umas entradas estranhas assim, a esses túneis tb iriam até a entrada do daquele bairro que sobe pro morro da compania que não recordo o nome e lógico o tunel subindo ao morro atras do shopping, pois tem uma visão privilegiada (Meu Pai é alemão, sou filho adotivo, então ele conhecia mtos alemães aqui em Blumenau, conta ele que naquelas casas antigas ali daquele bairro ele já visitou, e uma vez um amigo dele mostrou um porão cheio de coisas Nazistas e neste porão tinha uma entrada para o subsolo, estranho não?" E nesta história do Nazistas em Blumenau meu Pai conta que tinha um cara, até posso perguntar para ele o nome, o cara era nazista, veio fugido aqui para blumenau com documento de padre ou algo ligado a igreja eu sei que o fim do cara foi ele se matando.
Acho que uma pessoa que eu já conversei (e até vou te colocar um e-mail que mandei para ele a mto tempo atras) e pode te ajudar, pq ao contrario da Petri que tem o rabo preso e nunca fala nada cheguei a marcar uma reunião com ela no acervo histórioco sem exito, pode te dizer algumas coisas interessante é o Aldaberto Day (http://adalbertoday.blogspot.com/) aqui segue a cópia do e-mail, vou te enviar o e-mail original.
Segue e-mail enviado a ele:
De: Adalberto e Dalva Day (familiaday@terra.com.br)
Enviada: quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 14:12:58
Para: brunohellmann@hotmail.com
Bom dia Bruno
Bom dia Sr. Adalberto.
Tudo bem?
Tudo Bem
Primeiramente gostaria de parabeniza - lo pelo trabalho realizado pelo Sr. no seu blog.
E gostaria de questionar algo, pois acredito que o Sr. deve saber melhor do
que muita gente.
- Te agradeço pelas palavras de carinho
Acredito que o Sr. já deva ter ouvido falar sobre os túneis que "cortam" o
centro de Blumenau. O Sr. que estuda e tem acesso a tantos documentos, é
verídica essa história?- Na minha opinião é sim, porém algumas coisas são lendas.
Pois se o Sr. observar tem alguns pontos que me deixam sempre com a "pulga
atrás da orelha".
SIm exatamente
Seguem eles:
1-) O túnel na frente do shopping não foi escavado, ele já "existia" eles
apenas deram uma melhorada, o Sr. se recorda das obras?
Sim - realmente este era o comentário da Época.
2-) Quando houve a reurbanização da rua XV de novembro, havia lá pessoal do
exército dando uma "verificada" nas obras. Pq o interesse do exército em
obras que não tinham nada haver com o exército?
Nunca entendi deste fato.
3-) No livro Mine Kampf Hittler fala que veria para única colônia alemã fora
da Europa e esse lugar seria Blumenau.
Sim verdadeiro
4-) O Teatro Carlos Gomes visto de cima é um capacete alemão.
Também verdadeiro
5-) A cerca de 3 anos teria em Blumenau um recital no Carlos Gomes
organizado por um colega meu, infelizmente no dia deu tanta chuva que o
pessoal do corpo de bombeiros não deichou que se realizasse no local o
recital, o motivo, a parte subterrânea do Carlos Gomes estava toda cheia de
água.Se o senhor for no Teatro e perguntar sobre está parte subterrânea eles
negam e dizem que não existe. Mais quando o corpo de bombeiros deu a notícia
eu estava junto e ouvi claramente que a parte subterrânea estava toda
alagada sendo assim não poderia ter o recital, pois era perigoso e etc.
Negam sim, eu sou amigo do Presidente Ricardo Stodieck, quando consulto ele sobre esses assuntos, ele fica chateado e pede para mudar de assunto. Me afirmou não ser nada verdadeiro, apenas coincidências.
6-) Caso for verídico esse assunto segue minha teoria:
Hittler (ou alguém do poder na época) daria o discurso no Carlos Gomes caso
houvesse alguma coisa ele fugiria pelos túneis, primeiro local a ser
abrigado seria no Bom Jesus antigo Santo Antonio (por ser um local de padres
não poderia ser atacado) o túnel segue até o Sagrada Família ao lado do
hospital, que tb liga ao morro que dá atrás do Shopping local mais alto no
centro de Blumenau dando uma visão privilegiada seguindo o túnel até... e
por ai segue. Pode ser correto sua afirmação, mas não sei porque se nega essas informações. Já conversei com a Sueli Petry sobre este assunto, ela diz não ser verdadeiro... e desconversa
7-) Sr. sabe que agora nas obras realizadas no Castelinho foram encotrados
vários documentos, munição e coisas ligadas ao nazismo. Soube sim
8-) Sabe-se que Blumenau abrigou muitos nazistas que fugiram na segunda
guerra, esses vieram a Blumenau com documentos falsificados de Padres,
freras... Ouvi falar sobre isso, mas nunca tive certeza
9-) Estudei anos no Sagrada Família e aquele colégio é um labirinto.
Sim- minha esposa e filha estudaram lá, e dizem ter visto algo parecido mas que é proibido o acesso.
O que o Senhor acha dessa história lenda ou verdade?
Muita coisa é lenda, mas acho sim que alguma verdade existe. Mas quais são verdades? Também se você observar, o prédio em frente ao Castelinho - que também era da Moellmann - foi desenhado com siglas creio nazistas. Acho que vamos acabar morrendo sem saber da verdade...é difícil, quem sabe,não quer falar, e sempre haverá duvidas, lenda ou verdade...até que ponto. Infelizmente não posso contribuir pois pouco acesso tive, e as respostas nunca foram me dadas, estou na mesma situação que você. Eu estou fazendo um trabalho baseado em certeza, e não em duvidas, mas acho muito importante essa pesquisa, parabéns a você que dará continuidade sobre este assunto, que faz parte de nossa cultura e história, porque não. Quando souber de alguma coisa mais concreta, lhe mando um e mail, está aqui em meus favoritos. Sou amigo de muitos que possam passar essas informações, porém como coloquei, não querem falar sobre este assunto e dizem ou afirmam que nada é verdadeiro.
Um forte abraço e obrigado por ver nosso blog.
Adalberto Day
Existem outros fatos que acredito apontarem para a veracidade dessa história
(não posso me estender muito no e-mail pois estou no trabalho), caso o Sr.
se interesse em debater tais questões meu celular é 8403 5272.
Ou me manda um e-mail que já ficaria grato.
Grande abraço.
Maicon, seguinte, essa hisória do teu blog dos Nazi, tu invento ou é verdade!?
Poww tais fazendo muito suspense meu, libera ai as informações!!!
Outra coisa, segue meu celular (47) 8403... - que tu acha de juntar uma galera e sair fussando por ai as entradas!? Aquela do shops eu sei direitinho onde ficava já é uma para se olhar e discutir o pq dela estar ali?
As outras, sabe se lá né?
Ahh ia esquecendo, tem aquela entrada ali do Pedro Segundo, tu estando na frente do IBIS e olhando para o Pedro quase em frente onde fica a Tia do Cachorro quente, parece ser um depósito, então, ali dizem que tem outra entrada. Acho que eles chamam de Ginastico.
Maicon, nesta comunidade http://www.orkut.com.br/Main#CommTopics.aspx?cmm=1470361 a um tempo atras tinha uns tópicos interessates, como estou no trabalho não tenho posso ficar fussando ali, e ver se ainda existem os tópicos bons, pq tem muito lixo também.
De inicio é isso, vou ver em casa se ainda tenho algumas anotações que fizemos qndo resolvemos pesquisar sobre os túneis...
Já estou lhe enviando o e-mail original do Adalberto.
Abraço Maicon.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Só para não perder...
Chilenos:
GRANDES MEDALHAS DE OURO
• Estampa-Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot 2005
• Arboleda Carmenère 2005
• Caliterra Tribute Carmenere,2205
• Santa Amália Samana Carmenère Reserva (ao qual dei 87 pontos)
• Ravanal Carmenère
• Miguel Torres Santa Digna Cabernet Sauvignon
• Apaltagua Tutunjian Pacifico Sur
• Valdivieso Reserva Merlot (ao qual dei 91 pontos)
• Botalcura El Delírio Cabernet Sauvignon
• Gran Araucano Chardonnay
• Falernia Carmenère-Syrah Reaserva
• Willian Cole Mirador Selection Sauvignon Blanc
MEDALHAS DE OURO
• Tabali Chardonnay Reserva Especial
• Viu Manent Secreto Sauvignon Blanc
• Três Palácios Merlot Reserva
• Três Palácios Cholqui Merlot
• Viñedos Emiliana Syrah Reserva Especial
• Errazuriz Max Reserva Cabernet Sauvignon
• Apaltagua Estate Carmenère
• Bisquertt Casa La Joya Reserva Merlot
• El Aromo Reserva Privada Carmenère
• Errazuriz Ovalle Panul Reserve Oak Aged
• Errazuriz Ovalle Panilongo Carmenère
• Caliterra Tribune Cabernet Sauvignon
• Errázuriz Max Reserva Shiraz
• Sol de Chile Syrah Reaserva
• Viña Balduzzi Cabernet Sauvignon Reserva
• Cremaschi Furlotti Tierra del Fuego Syrah Gran Reserva
• Santa Helena Premium Varietal Shiraz
• Valdivieso Grand Brut Sparkling Wine
• Casa Silva Colección Carmeenère (ao qual dei 91 pontos)
• Casa Silva Gran Reserva Los Lingues Carmenère
• Undurraga Aliwen Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot
• Casa Silva Doña Dominga Reserva Shiraz
• Casablanca Nimbus Cabernet Sauvignon
• Cremaschi Furtoti Edicción Limitada da Família
• Casa Silva Sauvignon Gris
• Errazuriz Ovalle Véo Grand Carmenère
• Errázuriz Ovalle Tricyclo Merlot-Cabernet Sauvignon-Malbec
• Caliterra Tribune Malbec
• Viña Sutil Limited Release Carmenère
• Lagar de Bezana Syrah Edición Limitada
• Errazuriz Ovalle VEO Ultima Syrah
• Peralillo Arenal Carmenère (ao qual dei 88 pontos)
• Haras de Pirque Equus Cabernet Sauvignon
• Três Palácios Sauvignon Blanc Reserve
• Bisquerrt Casa La Joya Reserva Sauvignon Blanc
• Leyda Vintage Selection
• Viña Indômita Reserva Chardonnay
• Viu Manent Carmenère Reserva
• Casa Silva Doña Dominga Reserva Sauvignon Blanc
• Casa Silva Doña Dominga Gran Rserva Andes Vineyards Carmes
• Ramirana Reserva Cabernet Sauvignon-Carmenère
• Bisquerttt Casa La Joya Gran Reserva Carmenère
• Aresti Reserva Syrah
• La Ronciere Nudo Cabernet Sauvignon
• Butron Budinich Cumbres Andinas Reserva Cabernet
• Luis Felipe Edwards Sauvignon Blanc Gran Reserva
• Espiritu de Chile Gran Reserva Cabernet Sauvignon
• Viu Manent Secreto Syrah
• Luis Felipe Edwards Shiraz Gran Reserva
ARGENTINA
Em Mendoza, foram outorgadas 10 medallas gran oro; 48 de ouro e 76 de prata.
GRAN ORO
• El Porvenir de Los Andess Laborum Malbec 2005
• Norton Perdriel Centenário 2003
• Lagarde Henry Cabernet Sauvignon 2003
• Cellarworld Argentina Casa Puel Solares 2005
• D.V. Catena 2005
• Família Blanco Mairena2005
• Trapiche Broquel 2005
• Lagarde Reserva Cabernet Sauvignon 2005
• Bodegas y Viñedos Renacer 2003
• Casa Vinícola Reyter Château L´Hermitage Pinot Noir 1995.
OURO
• Viña de Jose Blanco2005
• Torrontes Reserva Tamari 2006
• Kaiken Cabernet 2005
• Nieto Senetiner Malbec DOC 2005
• Carlos Balmaceda Arroba 2004
• Bodega Ruca Malen Kinien Malbec 2004
• El Porvenir de Los Andes Laborum 2005
• Bodegas Septima Septima Noche 2996
• Bodega NQN Malma Malbec 2005
• Bodega RJ Viñedos Joffre y Hijas Premium 2004
• Navarro Correas Structura 2004
• Domínio de Plata Susana Balbo 2005)
• Bodegas Nieto Senetiner Don Nicanor 2005
• Navarro Correas Alegoria Malbec 2004
• Cinco Tierras Bonarda 2006
• Colomé Malbec Estate 2005
• Clos de Chacras Gran Estirpe 2005
• Eclipse Malbec Roble 2004
• Alta Vista Premium Torrontes 2006
• Bodega J & F Lurton Varietal Pinot Gris 2007
• Bodega J&F Lurton Flor de Torrontes 2007
• Serrera Gran Guarda 2005
• Pulenta Gran Cabernet Franc 2005
• Bodegas Santa Ana La Mascota Cabernet Sauvignon
• Domínio de Plata BenMarco Expressivo 2005
• La Riojana Cooperatriva Vinícola Valdeviñas Reserve Malbec 2006
• Septima Reserva 2004
• Trapiche Iscay 2005
• Finca Lugilde Goulard Paris Goulard Reserva2005
• Bodega Etchart Cafayate 2006 (9,3)
• Cellarwood Argentina Jelu Torrontes 2007
• Serrera Moments 2006
• Santa Faustina Finca de los Lírios de los Andes 2005
• Bodega NQN Picada 15 2005
• Casa Vinícola Reyter Alto Hermitage 2005
• Bodega del Fin del Mundo Reserva Malbec 2005
• Viñas del Adágio Estiba Reserva 2003
• Bodegas Nieto Senetiner Occasionale 2003
• Carinae El Galgo 2006 )
• Eclipse Aconcagua Malbec Roble 2004
• Bodega Los Domados-Lobuno 2004
• Bodega Bressia Conjuro2004
• Bodega ruça Malen Cabernet Sauvignon 2005
• Domínio del Plata Susana B Brioso 2005
• Norton Malbec Reserva 2004
• Finca La Chamiza Martin Alsina 2005
• Viniterra Carmenère Select 2005
Chilenos:
GRANDES MEDALHAS DE OURO
• Estampa-Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot 2005
• Arboleda Carmenère 2005
• Caliterra Tribute Carmenere,2205
• Santa Amália Samana Carmenère Reserva (ao qual dei 87 pontos)
• Ravanal Carmenère
• Miguel Torres Santa Digna Cabernet Sauvignon
• Apaltagua Tutunjian Pacifico Sur
• Valdivieso Reserva Merlot (ao qual dei 91 pontos)
• Botalcura El Delírio Cabernet Sauvignon
• Gran Araucano Chardonnay
• Falernia Carmenère-Syrah Reaserva
• Willian Cole Mirador Selection Sauvignon Blanc
MEDALHAS DE OURO
• Tabali Chardonnay Reserva Especial
• Viu Manent Secreto Sauvignon Blanc
• Três Palácios Merlot Reserva
• Três Palácios Cholqui Merlot
• Viñedos Emiliana Syrah Reserva Especial
• Errazuriz Max Reserva Cabernet Sauvignon
• Apaltagua Estate Carmenère
• Bisquertt Casa La Joya Reserva Merlot
• El Aromo Reserva Privada Carmenère
• Errazuriz Ovalle Panul Reserve Oak Aged
• Errazuriz Ovalle Panilongo Carmenère
• Caliterra Tribune Cabernet Sauvignon
• Errázuriz Max Reserva Shiraz
• Sol de Chile Syrah Reaserva
• Viña Balduzzi Cabernet Sauvignon Reserva
• Cremaschi Furlotti Tierra del Fuego Syrah Gran Reserva
• Santa Helena Premium Varietal Shiraz
• Valdivieso Grand Brut Sparkling Wine
• Casa Silva Colección Carmeenère (ao qual dei 91 pontos)
• Casa Silva Gran Reserva Los Lingues Carmenère
• Undurraga Aliwen Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot
• Casa Silva Doña Dominga Reserva Shiraz
• Casablanca Nimbus Cabernet Sauvignon
• Cremaschi Furtoti Edicción Limitada da Família
• Casa Silva Sauvignon Gris
• Errazuriz Ovalle Véo Grand Carmenère
• Errázuriz Ovalle Tricyclo Merlot-Cabernet Sauvignon-Malbec
• Caliterra Tribune Malbec
• Viña Sutil Limited Release Carmenère
• Lagar de Bezana Syrah Edición Limitada
• Errazuriz Ovalle VEO Ultima Syrah
• Peralillo Arenal Carmenère (ao qual dei 88 pontos)
• Haras de Pirque Equus Cabernet Sauvignon
• Três Palácios Sauvignon Blanc Reserve
• Bisquerrt Casa La Joya Reserva Sauvignon Blanc
• Leyda Vintage Selection
• Viña Indômita Reserva Chardonnay
• Viu Manent Carmenère Reserva
• Casa Silva Doña Dominga Reserva Sauvignon Blanc
• Casa Silva Doña Dominga Gran Rserva Andes Vineyards Carmes
• Ramirana Reserva Cabernet Sauvignon-Carmenère
• Bisquerttt Casa La Joya Gran Reserva Carmenère
• Aresti Reserva Syrah
• La Ronciere Nudo Cabernet Sauvignon
• Butron Budinich Cumbres Andinas Reserva Cabernet
• Luis Felipe Edwards Sauvignon Blanc Gran Reserva
• Espiritu de Chile Gran Reserva Cabernet Sauvignon
• Viu Manent Secreto Syrah
• Luis Felipe Edwards Shiraz Gran Reserva
ARGENTINA
Em Mendoza, foram outorgadas 10 medallas gran oro; 48 de ouro e 76 de prata.
GRAN ORO
• El Porvenir de Los Andess Laborum Malbec 2005
• Norton Perdriel Centenário 2003
• Lagarde Henry Cabernet Sauvignon 2003
• Cellarworld Argentina Casa Puel Solares 2005
• D.V. Catena 2005
• Família Blanco Mairena2005
• Trapiche Broquel 2005
• Lagarde Reserva Cabernet Sauvignon 2005
• Bodegas y Viñedos Renacer 2003
• Casa Vinícola Reyter Château L´Hermitage Pinot Noir 1995.
OURO
• Viña de Jose Blanco2005
• Torrontes Reserva Tamari 2006
• Kaiken Cabernet 2005
• Nieto Senetiner Malbec DOC 2005
• Carlos Balmaceda Arroba 2004
• Bodega Ruca Malen Kinien Malbec 2004
• El Porvenir de Los Andes Laborum 2005
• Bodegas Septima Septima Noche 2996
• Bodega NQN Malma Malbec 2005
• Bodega RJ Viñedos Joffre y Hijas Premium 2004
• Navarro Correas Structura 2004
• Domínio de Plata Susana Balbo 2005)
• Bodegas Nieto Senetiner Don Nicanor 2005
• Navarro Correas Alegoria Malbec 2004
• Cinco Tierras Bonarda 2006
• Colomé Malbec Estate 2005
• Clos de Chacras Gran Estirpe 2005
• Eclipse Malbec Roble 2004
• Alta Vista Premium Torrontes 2006
• Bodega J & F Lurton Varietal Pinot Gris 2007
• Bodega J&F Lurton Flor de Torrontes 2007
• Serrera Gran Guarda 2005
• Pulenta Gran Cabernet Franc 2005
• Bodegas Santa Ana La Mascota Cabernet Sauvignon
• Domínio de Plata BenMarco Expressivo 2005
• La Riojana Cooperatriva Vinícola Valdeviñas Reserve Malbec 2006
• Septima Reserva 2004
• Trapiche Iscay 2005
• Finca Lugilde Goulard Paris Goulard Reserva2005
• Bodega Etchart Cafayate 2006 (9,3)
• Cellarwood Argentina Jelu Torrontes 2007
• Serrera Moments 2006
• Santa Faustina Finca de los Lírios de los Andes 2005
• Bodega NQN Picada 15 2005
• Casa Vinícola Reyter Alto Hermitage 2005
• Bodega del Fin del Mundo Reserva Malbec 2005
• Viñas del Adágio Estiba Reserva 2003
• Bodegas Nieto Senetiner Occasionale 2003
• Carinae El Galgo 2006 )
• Eclipse Aconcagua Malbec Roble 2004
• Bodega Los Domados-Lobuno 2004
• Bodega Bressia Conjuro2004
• Bodega ruça Malen Cabernet Sauvignon 2005
• Domínio del Plata Susana B Brioso 2005
• Norton Malbec Reserva 2004
• Finca La Chamiza Martin Alsina 2005
• Viniterra Carmenère Select 2005
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