A CIDADE DOS OTARIOS por Maicon Tenfen.
Prezado leitor, querida leitora: olhem bem para a foto ali em cima e digam se tenho cara de otário... Tá bom, tá bom, também não precisavam ser tão sinceros assim, né?! Façamos diferente, então. Dêem uma boa olhada no espelho e respondam com sinceridade: por acaso VOCÊS têm caras de otários e otárias?
Não quero ofender, sabe? Só pergunto isso porque, se eu e vocês não parecêssemos otários, palhaços, imbecis, atoleimados e mentecaptos, duvido que a Câmara de Vereadores de Blumenau teria votado, numa reunião noturna, extraordinária e SEM TRANSMISSÃO pela TV Legislativa, o aumento de 59,8% nos salários de seus membros - sem falar na incorporação do 13º à folha de pagamento, matéria de polêmica há algumas semanas.
Chama atenção o modus operandi dos legisladores, na surdina e na surpresa, quietinhos, delicados, à Arsène Lupin, conhecedores que são da cochilosa burocracia pública. Também chama atenção o senso de medida dos sete vereadores que votaram a favor da proposta. Que tipo de malabarismo matemático fizeram para chegar ao percentual de 60%? Só existe uma explicação para o fato: Blumenau está se tornando a cidade da piada pronta!
- O vereador tem função de destaque - disse o Sr. Braz Roncáglio, do PTB, que votou pelo aumento. - Os vereadores precisam responder a tudo: educação, saúde, obras etc.
Dentro do "etc." devem estar também as decisões sobre o próprio salário. Eu entendo, vereador, é dureza... Dou graças a Deus que nenhum outro tipo de profissional precise arcar com essa penosa responsabilidade. Já pensou se todo mundo pudesse decidir quanto vai ganhar no fim do mês? Com a carga tributária que aí está, não sobraria pedra sobre pedra.
Diante da vergonha que paira sobre o legislativo municipal, só tenho uma coisa a dizer aos leitores: pouco adianta demonstrar indignação em botequins ou em correntes de e-mails. Escrevam para seus vereadores e principalmente para o prefeito João Paulo Kleinübing, que pode sancionar ou vetar a proposta.
Faremos isso às claras, como os bons otários que somos, sem surpresas ou surdinas, sem palavrões ou desacato. Embora o Santa já tenha divulgado na própria capa os nomes e os partidos dos vereadores que votaram a favor desse aumento absurdo, nunca é demais repetir: Braz Roncaglio (PTB), Jovino Cardoso Neto (DEM), Leoberto Cristelli (PDT), Marcelo Schrubbe (DEM), Rufinus Seibt (PMDB), Nagel Marinho (DEM) e João José Marçal (PP).
____
Sem condição, pow fazer uma sessão a noite, não passar na TV...
Depois que roupa um pão que é ladrão!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Capivaras no Jornal de Santa Catarina...
Sustenta esse Maracatu!!!
Maracatu germânico
Grupo blumenauense Capivara Cultura Rítmica apresenta a música de percussão nordestina, sábado, no Parque Ramiro
WANIA BITTENCOURT
Quando se fala de expressões culturais do Nordeste, sempre há quem lembre do maracatu surgido em Pernambuco. O que poucos sabem é que esse ritmo, baseado em instrumentos de percussão e espalhado por várias partes do Brasil, já chegou à germânica Blumenau e tem nome: Capivara Cultura Rítmica. Fundado pelo diretor musical Alexandro Gonçalves dos Santos, mais conhecido como Leco, o grupo se apresenta sábado, no Parque Ramiro Ruediger.
Uma das curiosidades é que, apesar de estudar culturas de vários estados, o grupo é formado por pessoas da região. Leco é blumenauense e chegou a morar no Nordeste para estudar ritmos tipicamente brasileiros. De volta há um ano, encontrou pessoas interessadas em pesquisar novas culturas, mas sem perder a conotação local. Tanto que o próprio nome do grupo foi inspirado no animal que vive nos arredores do Rio Itajaí-Açu.
No site do grupo há registros das primeiras aparições na cidade e de ensaios ao ar livre e na Fundação Cultural. O atual objeto de estudo do grupo é o maracatu-nação, mas também trabalham com o afoxé, o coco e o manguebeat.
Para a integrante Clara Mendes, muitas pessoas se interessaram em participar do Capivara Cultura Rítmica pela curiosidade despertada pela percussão. Mas o que as leva a ficar no grupo, segundo ela, são outros motivos:
- É um ritmo apaixonante, as pessoas se identificam com manifestação cultural.
A apresentação sábado terá meia hora de duração. Reunirá 18 pessoas numa roda de tambores, alfaias, xequerês e outros instrumentos de percussão que emitirão as toadas, canções que no Nordeste adquirem conotação religiosa. Esta é a segunda apresentação do grupo com verbas do Fundo Municipal de Apoio à Cultura. Uma terceira está marcada para o dia 26 de julho, na Praça Doutor Blumenau. Até o final do ano, eles farão um espetáculo na Fundação Cultural, com data a definir.
P.s.: Maracatu Germanico foi o Fim!!! hahahahahah...
Sustenta esse Maracatu!!!
Maracatu germânico
Grupo blumenauense Capivara Cultura Rítmica apresenta a música de percussão nordestina, sábado, no Parque Ramiro
WANIA BITTENCOURT
Quando se fala de expressões culturais do Nordeste, sempre há quem lembre do maracatu surgido em Pernambuco. O que poucos sabem é que esse ritmo, baseado em instrumentos de percussão e espalhado por várias partes do Brasil, já chegou à germânica Blumenau e tem nome: Capivara Cultura Rítmica. Fundado pelo diretor musical Alexandro Gonçalves dos Santos, mais conhecido como Leco, o grupo se apresenta sábado, no Parque Ramiro Ruediger.
Uma das curiosidades é que, apesar de estudar culturas de vários estados, o grupo é formado por pessoas da região. Leco é blumenauense e chegou a morar no Nordeste para estudar ritmos tipicamente brasileiros. De volta há um ano, encontrou pessoas interessadas em pesquisar novas culturas, mas sem perder a conotação local. Tanto que o próprio nome do grupo foi inspirado no animal que vive nos arredores do Rio Itajaí-Açu.
No site do grupo há registros das primeiras aparições na cidade e de ensaios ao ar livre e na Fundação Cultural. O atual objeto de estudo do grupo é o maracatu-nação, mas também trabalham com o afoxé, o coco e o manguebeat.
Para a integrante Clara Mendes, muitas pessoas se interessaram em participar do Capivara Cultura Rítmica pela curiosidade despertada pela percussão. Mas o que as leva a ficar no grupo, segundo ela, são outros motivos:
- É um ritmo apaixonante, as pessoas se identificam com manifestação cultural.
A apresentação sábado terá meia hora de duração. Reunirá 18 pessoas numa roda de tambores, alfaias, xequerês e outros instrumentos de percussão que emitirão as toadas, canções que no Nordeste adquirem conotação religiosa. Esta é a segunda apresentação do grupo com verbas do Fundo Municipal de Apoio à Cultura. Uma terceira está marcada para o dia 26 de julho, na Praça Doutor Blumenau. Até o final do ano, eles farão um espetáculo na Fundação Cultural, com data a definir.
P.s.: Maracatu Germanico foi o Fim!!! hahahahahah...
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Maicon Tenfen:
- Muitos anos depois, diante de uma folha de papel em branco, eu haveria de recordar aquela tarde remota em que meu pai me levou para conhecer o teatro popular.
É assim, com um pastiche de Garcia Márquez, que inicio minha homenagem ao Teatro do Biriba, uma companhia itinerante que nasceu no meio-oeste catarinense, em 1970, e que continua firme nas suas apresentações pelas pequenas, médias e grandes cidades do sul do Brasil.
Quando criança, tive o privilégio de assistir à performance do comediante Geraldo Passos, o fundador, numa breve temporada que a companhia fez em Ituporanga, minha terra natal. Foi meu primeiro contato com o teatro, um contato saudável, alegre e interativo.
Mais que engraçadas, as peças protagonizadas pelo palhaço Biriba (hoje interpretado por Adriano Passos, neto de Geraldo) são escancaradamente alopradas e escrachadas. É o teatro popular em seu estado mais verdadeiro, na forma, nos meios e no conteúdo.
Algumas peças permanecem vivas nas minhas recordações. É o caso de Biriba e a corrida da égua-relâmpago, Biriba contra o lobisomem, Biriba de minissaia e Biriba, o rei do gatilho. Com os devidos improvisos e adaptações, todas continuam sendo encenadas pela atual equipe de atores.
É claro que a trupe passou por dificuldades. Devido às inúmeras crises econômicas enfrentadas pelo país, esteve à beira de fechar as portas em diversos momentos, especialmente em meados dos anos 1980. Outro golpe, provavelmente mais traumático, foi a morte do primeiro dos Biribas, Geraldo Passos, em 1991.
O show, porém, deve continuar. Atualmente, ao que parece, a companhia passa por um dos seus melhores momentos. Nos últimos meses tem montado sua tenda nas cidades do Vale do Itajaí, em temporadas bem-sucedidas de público e animação. Hoje à noite, em espetáculo único na cidade, os atores sobem ao palco do Carlos Gomes para apresentar a comédia Biribinha no Espeto.
É uma espécie de milagre que, num mundo padronizado pela voracidade da Indústria Cultural, exista um grupo de teatro que persistiu por tantos anos e com tanto sucesso. Devo muito a esse pessoal. Se hoje freqüento o Festival Universitário de Teatro, por exemplo, é porque num belo dia tive a sorte de entrar no antigo pavilhão de zinco do Teatro do Biriba. Vida longa à arte de Dionísio!
____
Biriba no Teatro!?
Bora lá então!?
- Muitos anos depois, diante de uma folha de papel em branco, eu haveria de recordar aquela tarde remota em que meu pai me levou para conhecer o teatro popular.
É assim, com um pastiche de Garcia Márquez, que inicio minha homenagem ao Teatro do Biriba, uma companhia itinerante que nasceu no meio-oeste catarinense, em 1970, e que continua firme nas suas apresentações pelas pequenas, médias e grandes cidades do sul do Brasil.
Quando criança, tive o privilégio de assistir à performance do comediante Geraldo Passos, o fundador, numa breve temporada que a companhia fez em Ituporanga, minha terra natal. Foi meu primeiro contato com o teatro, um contato saudável, alegre e interativo.
Mais que engraçadas, as peças protagonizadas pelo palhaço Biriba (hoje interpretado por Adriano Passos, neto de Geraldo) são escancaradamente alopradas e escrachadas. É o teatro popular em seu estado mais verdadeiro, na forma, nos meios e no conteúdo.
Algumas peças permanecem vivas nas minhas recordações. É o caso de Biriba e a corrida da égua-relâmpago, Biriba contra o lobisomem, Biriba de minissaia e Biriba, o rei do gatilho. Com os devidos improvisos e adaptações, todas continuam sendo encenadas pela atual equipe de atores.
É claro que a trupe passou por dificuldades. Devido às inúmeras crises econômicas enfrentadas pelo país, esteve à beira de fechar as portas em diversos momentos, especialmente em meados dos anos 1980. Outro golpe, provavelmente mais traumático, foi a morte do primeiro dos Biribas, Geraldo Passos, em 1991.
O show, porém, deve continuar. Atualmente, ao que parece, a companhia passa por um dos seus melhores momentos. Nos últimos meses tem montado sua tenda nas cidades do Vale do Itajaí, em temporadas bem-sucedidas de público e animação. Hoje à noite, em espetáculo único na cidade, os atores sobem ao palco do Carlos Gomes para apresentar a comédia Biribinha no Espeto.
É uma espécie de milagre que, num mundo padronizado pela voracidade da Indústria Cultural, exista um grupo de teatro que persistiu por tantos anos e com tanto sucesso. Devo muito a esse pessoal. Se hoje freqüento o Festival Universitário de Teatro, por exemplo, é porque num belo dia tive a sorte de entrar no antigo pavilhão de zinco do Teatro do Biriba. Vida longa à arte de Dionísio!
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Biriba no Teatro!?
Bora lá então!?
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Confesso que fiquei impressionado - quem não ficou? - com a série de fotografias divulgadas pela Funai na semana passada. Feitas de um avião que sobrevoava as matas do Acre, mostram uma tribo indígena que ainda não teve contato com a civilização. Numa das imagens mais marcantes, dois guerreiros pintados de vermelho retesam seus arcos para atirar flechas no Grande Pássaro Que Não Bate Asas, provável mensageiro da cobiça e da maldade dos homens brancos. Os índios devem ter levado um susto daqueles. Ou estão de sobreaviso, prontos para a guerra, ou já fugiram com suas mulheres e crianças para outro ponto da floresta.
- Não sei quem eles são, não quero saber e tenho raiva de quem sabe - declarou José Carlos Meirelles, sertanista da Funai que participou do sobrevôo e da produção das fotos.
Então pra que divulgar a existência da tribo? Segundo ele, que suspeita da presença de outros 68 grupos indígenas isolados na Amazônia, o objetivo é mostrar à sociedade - leia-se ao Estado conivente com a ação de madeireiras, mineradoras e laboratórios farmacêuticos - que esses povos não devem ser importunados em seus territórios de origem.
Por causa de contatos desastrosos feitos com tribos "virgens" ao longo de todo o século 20 - isso sem falar no genocídio da Grande Nação Tupi, que vivia no litoral brasileiro - a atual geração de antropólogos e sertanistas tem a não-interferência como norma. Com efeito, Peri, Iracema e Jaguarê precisam ficar em paz para levar avante o ideal do Bom Selvagem de Rousseau. Melhor que visitar os índios e matá-los com nossas doenças é criar cordões de isolamento em torno das áreas que habitam.
Que assim seja!
Toda essa história, confesso de novo, fez com que eu mergulhasse numa terrível crise existencial. E se, a exemplo da Funai, alienígenas politicamente corretos estivessem mantendo o nosso planeta a salvo de civilizações intergalácticas mais avançadas e predatórias?
- Vamos deixar os terráqueos em paz com o barbarismo dos seus costumes e o primitivismo da sua tecnologia!
Nada mal se realmente fôssemos como os índios do Acre. Ao contrário deles, que sempre tiveram uma relação saudável com a natureza, estamos dando um jeito de envenenar nossas terras, nossa água e nossa atmosfera.
É de ficar nervoso. Se os alienígenas prevêem a possibilidade de intervenção em casos extremos, isso significa que podem desembarcar a qualquer momento...
Imagens dos índios:
http://www.youtube.com/watch?v=QhhfSUUFmYc
____
Hoje com muita alegria... Segue programação do Festival de Itajai:
Programação
- Maria Rita
Dia 6 de setembro (sábado)
Local: Centro Eventos, no Parque da Marejada
- Cláudio Dauelsberg - PianOrquestra
Dia 7 de setembro (domingo)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Altamiro Carrilho
Dia 8 de setembro (segunda-feira)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Barbatuques
Dia 9 de setembro (terça)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Jair Rodrigues
Dia 10 de setembro (quarta)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Roberto Menescal
Dia 11 de setembro (quinta)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Zélia Duncan
Dia 12 de setembro (sexta)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Roupa Nova
Dia 13 de setembro (sábado)
Local: show de rua, em bairro a definir
Mais informações: (47) 3348-3610 ou pela internet em festivaldemusicadeitajai@gmail.com
- Não sei quem eles são, não quero saber e tenho raiva de quem sabe - declarou José Carlos Meirelles, sertanista da Funai que participou do sobrevôo e da produção das fotos.
Então pra que divulgar a existência da tribo? Segundo ele, que suspeita da presença de outros 68 grupos indígenas isolados na Amazônia, o objetivo é mostrar à sociedade - leia-se ao Estado conivente com a ação de madeireiras, mineradoras e laboratórios farmacêuticos - que esses povos não devem ser importunados em seus territórios de origem.
Por causa de contatos desastrosos feitos com tribos "virgens" ao longo de todo o século 20 - isso sem falar no genocídio da Grande Nação Tupi, que vivia no litoral brasileiro - a atual geração de antropólogos e sertanistas tem a não-interferência como norma. Com efeito, Peri, Iracema e Jaguarê precisam ficar em paz para levar avante o ideal do Bom Selvagem de Rousseau. Melhor que visitar os índios e matá-los com nossas doenças é criar cordões de isolamento em torno das áreas que habitam.
Que assim seja!
Toda essa história, confesso de novo, fez com que eu mergulhasse numa terrível crise existencial. E se, a exemplo da Funai, alienígenas politicamente corretos estivessem mantendo o nosso planeta a salvo de civilizações intergalácticas mais avançadas e predatórias?
- Vamos deixar os terráqueos em paz com o barbarismo dos seus costumes e o primitivismo da sua tecnologia!
Nada mal se realmente fôssemos como os índios do Acre. Ao contrário deles, que sempre tiveram uma relação saudável com a natureza, estamos dando um jeito de envenenar nossas terras, nossa água e nossa atmosfera.
É de ficar nervoso. Se os alienígenas prevêem a possibilidade de intervenção em casos extremos, isso significa que podem desembarcar a qualquer momento...
Imagens dos índios:
http://www.youtube.com/watch?v=QhhfSUUFmYc
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Hoje com muita alegria... Segue programação do Festival de Itajai:
Programação
- Maria Rita
Dia 6 de setembro (sábado)
Local: Centro Eventos, no Parque da Marejada
- Cláudio Dauelsberg - PianOrquestra
Dia 7 de setembro (domingo)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Altamiro Carrilho
Dia 8 de setembro (segunda-feira)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Barbatuques
Dia 9 de setembro (terça)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Jair Rodrigues
Dia 10 de setembro (quarta)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Roberto Menescal
Dia 11 de setembro (quinta)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Zélia Duncan
Dia 12 de setembro (sexta)
Local: Teatro Municipal de Itajaí
- Roupa Nova
Dia 13 de setembro (sábado)
Local: show de rua, em bairro a definir
Mais informações: (47) 3348-3610 ou pela internet em festivaldemusicadeitajai@gmail.com
terça-feira, 3 de junho de 2008
Nossos heróis jazem dormindo
Nas bibliotecas.
É preciso explodir o silêncio das bibliotecas.
Altissonantes batucadas
Tirem nossos heróis
Desse sono nefasto.
Afastem-se mesas e cadeiras
Desses cemitérios de livros
Para que virem terreiros
Onde nossos heróis
Exibam sua face afra.
Profanem-se os sacrários
Retumbem fichários
Semeiem-se colcheias
A mão cheia
Nas seções de periódicos.
Insiram-se quiálteras
Nas referências bibliográficas
Para que os heróis saltem álacres
E mostrem caras
Máscaras
Couros, carapinhas
Em sua integridade
Afra.
Nossos heróis são deuses que dançam.
Não viram Mandela?!
Um bom dia a todos.
Nas bibliotecas.
É preciso explodir o silêncio das bibliotecas.
Altissonantes batucadas
Tirem nossos heróis
Desse sono nefasto.
Afastem-se mesas e cadeiras
Desses cemitérios de livros
Para que virem terreiros
Onde nossos heróis
Exibam sua face afra.
Profanem-se os sacrários
Retumbem fichários
Semeiem-se colcheias
A mão cheia
Nas seções de periódicos.
Insiram-se quiálteras
Nas referências bibliográficas
Para que os heróis saltem álacres
E mostrem caras
Máscaras
Couros, carapinhas
Em sua integridade
Afra.
Nossos heróis são deuses que dançam.
Não viram Mandela?!
Um bom dia a todos.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
O choro...
Há um gênero musical que quando em vez tem algum destaque nos meios de comunicação, mas em geral fica restrito ao público mais especializado. Trata-se do Choro, esse sofisticado e criativo gênero que destaca a versatilidade do músico brasileiro, que, a exemplo da "Bossa Nova" no Brasil e do Jazz nos Estados Unidos, poderia ser melhor explorado como "marca" e produto nacional.
É de se lamentar que esse potencial seja tão pouco explorado em termos de cultura popular e valorização do que é nosso, em detrimento de tão baixa qualidade média da programação de emissoras de rádio e TV, salvo honrosas e, cada vez mais raras, exceções.
Outra oportunidade desperdiçada é divulgá-lo mais intensamente no exterior como "produto" de exportação que poderia gerar empregos para músicos e gerar divisas para o País. Nos lugares em que o choro penetrou por interesse e iniciativa de fãs do gênero, como o Japão, por exemplo, o sucesso mostra que isso é plenamente viável, desde que haja ações no sentido de promover maior visibilidade da música brasileira em mercados potenciais.
Li recentemente o excelente livro "Choro: do quintal ao municipal" do cavaquinista e pesquisador musical Henrique Cazes que, em pouco mais de duzentas páginas nos traz um panorama ilustrado e bem documentado do surgimento e evolução do gênero no Brasil. Cazes ressalta que, a partir da inspiração de músicos do século XIX em interpretar com criatividade gêneros importados como a polca, a schottish, a valsa e o tango, entre outras, criou-se o choro como modo brasileiro, preconizado por pioneiros como Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e os geniais Ernesto Nazareth e Pixinguinha.
O que se observou ao longo do tempo foi uma seqüência de virtuoses do gênero, com destaque para Jacob do Bandolin, Waldir Azevedo e Radamés Gnatalli, para destacar alguns, mas que felizmente não parou por aí. A cada ano surgiram grandes músicos e hoje espalhados pelos poucos espaços de execução e apresentação pelo país afora se observa com relativa constância o surgimento de novos talentos.
Não querendo ser saudosista, mas resgatar algo que foi muito bom, que foi a iniciativa da criação do Clube do Choro, que funcionou em São Paulo, no final dos anos 1970 até o final dos oitenta, transformado em bar na Rua João Moura, em Pinheiros. Me lembro de apresentações memoráveis de Paulinho da Viola, Conjunto Época de Ouro, Nelson Cavaquinho e Roberto Silva, entre outros, além, é claro, de músicos pouco conhecidos do grande público, mas nem por isso menos talentosos, como Xixa (cavaquinho), Carioca (violão de sete cordas) e a potente voz de Rubão, um cantor fantástico, todos eles infelizmente já falecidos, e a revelação de jovens talentos como Miltinho Mori (bandolim), Charles (flauta), Danilo (bandolim), e muitos outros.
Era interessante observar a reação do público na rua, extasiado com as apresentações. O que mostra que grande parte da pouca penetração do Choro nas grandes massas certamente se deve muito mais ao desconhecimento do gênero e seus artistas, do que uma questão de gosto.
Infelizmente, os interesses imediatos das gravadoras e da mídia, assim como a ausência de iniciativas de educação musical básica da população continuam restringido a riqueza do choro a uma minoria privilegiada! Vamos mudar isso?
Já escutou um chorinho hoje!?
Minha dica de hoje é:
Jacob do Bandolim e Conjunto Época de Ouro - Vibrações (1967)
Segue link para baixar para quem se interessar!
http://lix.in/7bd5375c
...
Aqui em Blumenau - SC temos um trabalho muito bacana de um pessoal que se chama "Alegria do Choro". Gostaria de parabeniza - los pelo lindo trabalho proposto por eles!
Grande abraço.
Bruno Leonardo.
Há um gênero musical que quando em vez tem algum destaque nos meios de comunicação, mas em geral fica restrito ao público mais especializado. Trata-se do Choro, esse sofisticado e criativo gênero que destaca a versatilidade do músico brasileiro, que, a exemplo da "Bossa Nova" no Brasil e do Jazz nos Estados Unidos, poderia ser melhor explorado como "marca" e produto nacional.
É de se lamentar que esse potencial seja tão pouco explorado em termos de cultura popular e valorização do que é nosso, em detrimento de tão baixa qualidade média da programação de emissoras de rádio e TV, salvo honrosas e, cada vez mais raras, exceções.
Outra oportunidade desperdiçada é divulgá-lo mais intensamente no exterior como "produto" de exportação que poderia gerar empregos para músicos e gerar divisas para o País. Nos lugares em que o choro penetrou por interesse e iniciativa de fãs do gênero, como o Japão, por exemplo, o sucesso mostra que isso é plenamente viável, desde que haja ações no sentido de promover maior visibilidade da música brasileira em mercados potenciais.
Li recentemente o excelente livro "Choro: do quintal ao municipal" do cavaquinista e pesquisador musical Henrique Cazes que, em pouco mais de duzentas páginas nos traz um panorama ilustrado e bem documentado do surgimento e evolução do gênero no Brasil. Cazes ressalta que, a partir da inspiração de músicos do século XIX em interpretar com criatividade gêneros importados como a polca, a schottish, a valsa e o tango, entre outras, criou-se o choro como modo brasileiro, preconizado por pioneiros como Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e os geniais Ernesto Nazareth e Pixinguinha.
O que se observou ao longo do tempo foi uma seqüência de virtuoses do gênero, com destaque para Jacob do Bandolin, Waldir Azevedo e Radamés Gnatalli, para destacar alguns, mas que felizmente não parou por aí. A cada ano surgiram grandes músicos e hoje espalhados pelos poucos espaços de execução e apresentação pelo país afora se observa com relativa constância o surgimento de novos talentos.
Não querendo ser saudosista, mas resgatar algo que foi muito bom, que foi a iniciativa da criação do Clube do Choro, que funcionou em São Paulo, no final dos anos 1970 até o final dos oitenta, transformado em bar na Rua João Moura, em Pinheiros. Me lembro de apresentações memoráveis de Paulinho da Viola, Conjunto Época de Ouro, Nelson Cavaquinho e Roberto Silva, entre outros, além, é claro, de músicos pouco conhecidos do grande público, mas nem por isso menos talentosos, como Xixa (cavaquinho), Carioca (violão de sete cordas) e a potente voz de Rubão, um cantor fantástico, todos eles infelizmente já falecidos, e a revelação de jovens talentos como Miltinho Mori (bandolim), Charles (flauta), Danilo (bandolim), e muitos outros.
Era interessante observar a reação do público na rua, extasiado com as apresentações. O que mostra que grande parte da pouca penetração do Choro nas grandes massas certamente se deve muito mais ao desconhecimento do gênero e seus artistas, do que uma questão de gosto.
Infelizmente, os interesses imediatos das gravadoras e da mídia, assim como a ausência de iniciativas de educação musical básica da população continuam restringido a riqueza do choro a uma minoria privilegiada! Vamos mudar isso?
Já escutou um chorinho hoje!?
Minha dica de hoje é:
Jacob do Bandolim e Conjunto Época de Ouro - Vibrações (1967)
Segue link para baixar para quem se interessar!
http://lix.in/7bd5375c
...
Aqui em Blumenau - SC temos um trabalho muito bacana de um pessoal que se chama "Alegria do Choro". Gostaria de parabeniza - los pelo lindo trabalho proposto por eles!
Grande abraço.
Bruno Leonardo.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
O mundo...
O mundo vai se acabar em raves.
O mundo vai se acabar em Victor e Leo.
O mundo vai se acabar em desmatamento.
O mundo vai se acabar...
Acabar...
Acabar com a mente das pessoas...
Vamos todos virar zumbis alienados?!
*Nada contra música eletrônica e mto menos contra sertanejo (gosto não se discute). Mais isso ainda vai acabar com a mente das pessoas!
O mundo vai se acabar em raves.
O mundo vai se acabar em Victor e Leo.
O mundo vai se acabar em desmatamento.
O mundo vai se acabar...
Acabar...
Acabar com a mente das pessoas...
Vamos todos virar zumbis alienados?!
*Nada contra música eletrônica e mto menos contra sertanejo (gosto não se discute). Mais isso ainda vai acabar com a mente das pessoas!
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