Bairrismo ambiental
Essa guerra em torno dos códigos ambientais ainda vai dar pano para a manga. Luiz Henrique da Silveira está conseguindo dividir a irresponsabilidade do seu governo com a população de Santa Catarina. Ao transformar o debate ecológico numa disputa de forças entre o Estado e a União, ele presta dois desserviços à comunidade catarinense. Primeiro por sancionar leis que possibilitam o retrocesso dos projetos de preservação da natureza, e segundo por discutir em “politiquês” um tema que necessita de todo o amparo técnico disponível. Quando opõe a autonomia local à “centralização arrogante de Brasília”, o governador alimenta sentimentos bairristas e, bela estratégia, recruta um exército de inocentes úteis.
Somada à falta de diplomacia de Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente, essa rebeldia em nome do atraso tem fortalecido a imagem de Luiz Henrique. Se até seus adversários na Assembleia Legislativa estão vociferando contra o “autoritarismo do governo federal”, o que não esperar das entidades ligadas à economia agrícola? Isso significa que o debate em torno do código não passa de mais um item da gincana eleitoral de 2010. As árvores caem, os políticos dividem os votos e os ambientalistas falam para as paredes. A propósito, por que será que os especialistas foram ignorados durante os debates que antecederam a aprovação do código?
É um erro imaginar que o pequeno agricultor será beneficiado com a oportunidade de despejar agrotóxicos ou construir chiqueiros a cinco metros dos rios. O aumento da área cultivável pode ser lucrativo nos próximos 10 anos, mas como ficará a propriedade depois? Se já está difícil hoje em dia porque – vamos admitir – nossos pais e avós trabalharam de forma predatória, por que insistir no processo? Mesmo que seja efetivado, até quando o código ambiental continuará em vigor? Que tipo de restrição as próximas gerações terão de enfrentar para permanecer na terra? Queremos plantar o vento do imediatismo para que nossos netos colham a tempestade da escassez?
Outra coisa que me intriga é a retórica espetaculosa que os deputados usaram antes, durante e depois da votação do código: “é uma data histórica”, “Santa Catarina é diferente do resto do Brasil”, “nossos pobres agricultores clamam por socorro”. Sugiro cuidado com a astúcia desse pessoal. Alguém acredita que os políticos realmente estejam preocupados com os pequenos produtores rurais? Tirando as abstenções, não houve votos contrários ao código. Como diria Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
A Ancestralidade, o tambor e uma história.
“A Ancestralidade é nossa via de identidade histórica, sem ela, não sabemos o que somos e nunca saberemos o que queremos ser”
Tambores são tão ancestrais como o próprio homem,os primeiros tambores foram feitos na pré historia para o homem cultuar seus deuses e pelo remorso que o próprio homem tinha quando matava um animal.
Séculos e séculos se passaram e centenas de representações religiosas ou espirituais foram criadas de acordo com a cultura e cosmovisão de cada povo, de cada etnia, principalmente de acordo com os padrões sócio-econômicos da cada um.
Imagens, cerimônias, mitologias, liturgias, símbolos, tambores, chocalhos e atabaques são conseqüências das criações, não fazem mal a ninguém. São expressões da arte na religiosidade e na espiritualidade. O que faz mal é a pretensão de querer ser melhor do que os outros ou ser o dono da razão, quando existe uma grande diversidade de pensamentos entre a humanidade”, publicado na Agência de Imprensa Indígena (AIPIN), (México, 2005).
O homem pré histórico acreditava que a pele de sua caça esticada em troncos de arvores reproduzia o choro do animal morto,foi com esse grande “remorso” e a conssgração da morte de sua caça que se deu os princípios da religião e a origem dos tambores.
O toque do tambor revela a arte de conectar-se com a Mãe Terra e com nosso eu interior, sintonizando nosso coração ao coração dela, e de viajar ao mundo do invisível, constatando nossa ancestralidade e todos os reinos da natureza.
O tambor está associado à direção Sul, ao elemento terra, às criaturas de 4 patas, ao arquétipo do curador e a qualidade da cura.Através dele podemos receber informações, inspirações e entendimentos.
Um exemplo de prática inspirada nas tradições nativas é a utilização do tambor. O tocar tambor não é necessariamente xamanismo, mas atingir estados alterados de consciência através dos toques do tambor é uma prática xamânica. Segundo Michael Harner, em seus estudos junto a algumas tribos, observou que atingiam o êxtase unicamente com os sons dos tambores. Inspirado nisso, temos hoje uma prática bastante utilizada no meio urbano, que é a jornada xamânica com tambor. Outros estudiosos, como Terence MacKenna, acreditam que a exploração da percepção e da consciência se deu através da utilização de plantas psicoativas, sendo este o cerne da prática xamânica.
Segundo Elza Camêu que faz parte da academia brasileira de música,em seu livro Introdução ao estudo da música Indígena Brasileira sobre a música indígena :
Em 1584 De Fernão Cardim a respeito da prática musical aborígene. relata que os aborígenes, bailam cantando, com ordem e graça, são muito estimado os cantores, tanto homens, quanto mulheres, são tão estimados os cantores que se um inimigo é feito prisioneiro e É CANTOR E INVENTOR DE TROVAS é respeitado e não são comidos ( antropofagia), AINDA INFORMA QUE DESDE PEQUENINOS OS PAIS ENSINAM PEQUENOS A BAILAR E CANTAR OS SEU FOLGUEDOS.
Gabriel Soares em 1587, os Tupinambá eram grandes músicos, relata que os músicos fazem mote de improviso a sua volta acabando no consoante do mote; um só diz a cantiga e os outros respondem com o fim do mote, os quais cantam e bailam juntamente em uma roda em a qual um tange UNS TAMBORES EM QUE NÃO DOBRAM AS PANCADAS(MARCAÇÃO DOS TEMPOS OU COMPASSOS).A mesma tribo citou o tambor; as trombetas, buzinas ..
Em relação aos Amoipira tambores feitos de agua;um pau que cavam por dentro com fogo tanto até que ficam mui delgados, os quais toam muito bem.
Em 1767 o jesuíta João Daniel no geral os índios sic gostam de festas, danças e bailes e possuem para isso suas flautas e tambores de pau oco e ajustado com fogo.
Das festas e danças João Daniel a primeira festa é dos tambores e gaitas, porque além de flautas acompanhada de tamboril, tem muitos outros tipos de tambores com o qual celebram suas festas; e o ofício de tocar tambor é tão nobre que só os mais velhos, o fazem assentados tocando com ambas as mãos em lugar de vaquetas.
Em 1844 o Cônego Silva Guimarães, os cânticos de amor entre os aborígenes.
Em 1908 Fritz Krauser dos Carajá e Kayapó: inventam cantos próprios, transmitindo-os aos descendentes.Usam o reco-reco e o chocalho e os cantos da dança também são passados de pai para filho.
Em 1909 Koch do tambor de pele dupla, de macaco ou veado.
Em 1914 Manizer o canto falado,e o falsete dos Bororós.
Froes Abreu os Guajajara tocando tangos e maxixes, ao som de entre outros o tambor de couro de veado, em 1927.Em 1928, Mário Mello os Carijó sabiam identificar suas tradições e o que era introduzido pelo branco, e não admitia que outros conhecessem a sua música tradicional, enquanto já dançavam o côco.
R. Karsten o uso do tambor utilizado nesses rituais era ou é comum aos grupos,chaquenhas, para conjurar espíritos malignos.
Patsy Adams, uma espécie de música entre os índios que usando certas formulas rítmicas imita o vôo do abutre, os grunhidos do anuje e ainda difundir terror, Quanto ao ritmo Luiz Heitor base da música indígena, e a maior parte das manifestações musicais prendem-se mais as danças que eram compostas de formulas repetidas, e termina dizendo que o ritmo indígena não poderia ser diferente do nosso (sic).
Os cantos de trabalho se originam no próprio cadenciar dos movimentos regulares específicos de cada tarefa, que disciplina e atenua a fadiga do trabalho.
Como desmontaram a tradição cultural aborígene:
O trabalho de infiltração e desmembramento foi hábil e inteligente, era dirigido as crianças e dando-lhe nova orientação levantando barreira entre duas gerações, forçando o rompimento com as tradições do grupo, tipo, língua, costumes..
Voltando aos Tambores….
Um dos mais importantes instrumentos sonoros das culturas indígenas do Brasil por se relacionar com o lado prático, musical e religioso, desde a descoberta foram atestada a sua utilização pela população nativa;
Como originais podemos apontar os tambores de madeira, tambor de tábua, tambor de tronco escavado, feito e moldados a fogo.
Bastante conhecido é o tambor de água; que é um pequeno tambor usado na festa da Moça Nova.
Tambor catuquinaru:
É instrumento de sinalização, o tambor em si é um tronco de palmeira resistente, colocado verticalmente no solo e escavado de maneiras a abrir câmaras, nas quais são introduzidos vários materiais, como borracha, madeira, couro, mica em pó, fragmentos de ossos, areia fina, são seis as câmaras, em posição horizontal, de três em três, separadas por um espaço vazio, vertical. O instrumento é embutido numa escavação feita no chão. Aproximadamente até a metade de sua altura. A parte superior do tambor é coberta com borracha resistente; o mesmo fazem com os dois lados da fossa. Nesta também há de lascas de madeira, couro cru e resina de várias árvores. A fossa é fechada com areia grossa.
Percutem-se com uma maça cuja parte de contato, além de ser mais volumosa, ainda é coberta por camadas de borracha de couro.
Tambor de fenda:
É feito de uma tora de madeira avantajada(1m 42 X 1m23 ) escavado por meio de pedras incandescentes.
Tambor de carapaça:
É feito da carapaça da tartaruga, é instrumento cerimonial, e faz parte da festa da Moça Nova.
Tambor de cerâmica:
Entre eles o tambor d´agua, que consiste num vaso de barro tendo a abertura fechada com couro, Izikowitz considera o tambor d´agua como um velho elemento de civilização, talvez representando um dos mais antigos tambores do mundo.
Tambor de pele:
O instrumento dessa espécie é confeccionado com um cilindro de madeira leve ou mesmo pesada, curto ou afunilado, geralmente fechado de um lado só; a fixação dos materiais é feita por compressão, por meio de cipós ou mediante bastonetes.; fazem soar batendo com uma só baqueta, os velhos que assentados batucam com as mãos.
Se a maioria dos tambores de pele apresenta a fixação por meio de compressão a tribo tembé, do rio capim, usa o torno, mesma técnica usada por tribos africanas, o que parece indicar influência negra, e a influência existe, no entanto, o elemento estranho parece indicar mais interinfluência, pois se do negro o índio assimilou entre outras a confecção do tambor no caso citado, do índio a comunidade negras localizadas na área aborígene adotou todo um sistema de vida, como observou Daycy Ribeiro.
Em 1949 Izikowitz, considerando o instrumento desse tipo, opinou que, embora acusando semelhança acentuada com o tambor africano, não seria impossível que fossem peças originais, representando um derivado ou um tipo de substituição do tambor d´agua, nas regiões em que este não existia .Se certos tambores continuam como instrumento de comunicação, como os de fenda, os demais ficaram ligados aos cultos, como o de carapaça de tartaruga.
O tambor no geral tem função de acompanhar o canto e marcar a cadência das danças.
Ainda a respeito dos tambores feitos de tora de madeira, tanto existente nas tribos brasileiras, como entre populações da África e Oceania. a particularidade interessante é que há tambores de fenda semelhantes aos dos Miranha em uso pelas populações negra, indianas e oceânicas.
O tambor d água dos velhos Guaikuru, que, alias é encontrado nas duas Américas, assim como o de cerâmica, são vistos igualmente na África. O tambor de vaso, como o dos Pakaa-Nova, ainda em uso na Europa até o século XIV, existe nos países árabes ; é o darabukka.
Os tambores exerciam nas civilizações primitivas diversos papéis. Além da produção de música para rituais e festas, os tambores, devido à sua grande potência sonora, também foram usados como meios de comunicação.
Segundo o Wikipédia sobre a ancestralidade do tambor :
Os tambores são utilizados desde as mais remotas eras da humanidade. Acredita-se que os primeiros tambores fossem troncos ocos de árvores tocados com as mãos ou galhos. Posteriormente, quando o homem aprendeu a caçar e as peles de animais passaram a ser utilizadas na fabricação roupas e outros objetos, percebeu-se que ao esticar uma pele sobre o tronco, o som produzido era mais poderoso. Pela simplicidade de construção e execução, tipos diferentes de tambores existem em praticamente todas as civilizações conhecidas. A variedade de formatos, tamanhos e elementos decorativos depende dos materiais encontrados em cada região e dizem muito sobre a cultura que os produziu.
São típicos nos cultos afro-brasileiros a dança, os tambores, os pontos cantados, o transe e a iniciação dos novatos.
Existe algumas ramificações entre o Nagô de Xambá, Nagô Vodoo, Nagô que toca Cabinda, Nagô que toca Jeje, Nagô que toca Oió. Na verdade são ramificações do nagô que algumas usam atabaques e a maioria tambor de dois lados. No projeto Raiz Cultura em Maringá acabou de chegar um irmão que justamente é ogan de Nagô, ele deve tocar em atabaque, pois a maioria dos que tocam em tambor usam o nome de Alabê ou tamboreiro. Por mais que exista uma semelhança entre os pretos-velhos de nagô, cabinda, angola eetc… ele não é da umbanda, porem se simpatiza com a umbanda e esta aqui para fazer parte da mesma,anets de poder fazer essa máteria conversei muito com ele sobre a origem do tambor,vou tentar reproduzir muitas coisas na qual aprendi com esse irmão que ajuda tanto nosso projeto..
Os tambores chegaram ao Brasil, com uma família real africana.
Os negros tem em sua origem uma Religião natural, significando o culto dos seres da natureza, ou seja ainda, o culto á terra, ar, fogo e água compreendidos todas as suas proporções, e que o “ocultismo” divide em 7 reinos, compreendendo três reinos elementais.
Dessa forma ODUDUWA (Nimrod) une-se a Olokun (Ocenao) assumindo a forma de Oba-Olokun (Rei dos Oceanos), tendo 3 filhos: Ogum, equivalente a Vulcano, senhor do ferro, fígado, agricultura- ISHEDALE, equivalente a Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas e heroínas deificadas - Okanbi, senhor do fogo, das conquistas e da justiça. Com Okanbi, começa a epopéia dos heróis Yorubanos, pois entre seus sete filhos aparece Oranian, cujo papel de implantação definitiva da cultura yorubana é inarguivel. Independentemente de ter tentado continuar a missão de seu avo ODUDUWA em sua Guerra Santa contra os de cedentes de Ismael, transformou-se na maior figura dessa cultura, a tal ponto que é o mais famoso dos 7 filhos de OKAMBI.
Para tal, repetindo a façanha de Jacó com seu irmão Esaú, torna-se detentor de todas as terras da África Ocidental, instituindo o 1° Feudo de que se tem noticia, instalando-se definitivamente em ILÉ IFÉ.Oranian afastou-se temporariamente de Ifé para juntar a antiga cidade de OYÓ, cujo trono passa a chamar-se “ILE-ALAFIN”.
Em memoria do seu pai, Okanbi, confere a este a honra “post-mortem” de ser o primeiro Alafin de Oyó, uma vez que pelo fato de ter nascido após a coroação de Okanbi foi considerado o “Aremo OYE” (1° nascimento após o trono em linha de sucessão). OranianOranian foi pai de Ajuan ou Ajaká e Olufiran ou sangô.
Com o nascimento de Ajaká e Sangô, começa propriamente a dinastia dos Oyós. reservou a si a posição de 2° Alafin de Oyo e senhor do palácio Real de Ilê Ifé (owoni ti Ilê Ifé).
Os Bantús rendem culto aos antepassados, cuja origem remontam a um grande ser estranho que existiu “só”, num tempo EM QUE AINDA NÃO EXISTIA O TEMPO (manifestação visível do universo criado) correspondendo ao mito bíblico: “no principio era o caos…” o conceito Monoteísta Yoruba, existiu um ser dotado de dois sexos, ao qual poderia gerar tudo que podemos ver ou sentir, seu criador teria o nome de (Olorum – é a causa sem causa e Obatalá – é a manifestação, deus que pode se adorar), como toda cultura por mais que se distancie em seus dogmas mesmo assim sequem a mesma linha como se surgissem de um só fio para se abrir em vários ramos com varias cores, a cultura Yoruba seque a mesma concepção do que temos conhecimento.
A evolução sobe uma escala sem pressa, vamos verificar. No período paleolítico de duração desconhecida, o homem habita cavernas e utensílios a pedra lascada e os ossos de animais. No neolítico, sabe polir a pedra, confeccionam utensílios novos para novos usos, abandona as cavernas, constrói tendas e cabanas e mesmo aldeias lacustres e já domestica o boi, o carneiro, a cabra e o cão. Surge a cerâmica, barcos, vestuários de pele, linho, lã e algodão. Um passo mais… utiliza o cobre e estanho e por fim o ferro. Sua concepção religiosa se aperfeiçoa, deixaram na face da terra os resquícios de uma cultura que escavamos e descobrimos nossas raízes. Descobriu-se que o Egito manuseou metais por meados de 6.000 A.C., na China e Grécia trinta séculos; na Gália e Suíça, vinte e cinco; na Scandinávia, vinte; e, na Finlândia, três.
A tradição dos chineses alcança uma duração de 80 a 100.000 anos, embora os dados positivos contem somente 17.000.
Os egípcios abraçam uma duração de 30.000 anos. A dos hindus, variável com a região, orça entre 13.000 a 19.000 anos.
Plínio faz referencia a uma época em que os egípcios não tinham como arma de defesa nas tribos africanas, senão os seus bastões.
No mesmo sentido, dessas origens, poderiam ser citados Platão, Aristóteles, Bérosio, Sallustio, Strabão.
Perfurações e sondagens no solo do vale do Nilo, em 1854, Burmeister calculou que o Egitp era habitado pelo homem há mais de 72.000 anos, época em que a Europa era habitado por selvagens.
As mudanças que ocorram no Egito por volta de 8000 A.C. transformaram definitivamente a evolução da humanidade. Estas mudanças culminaram com a invenção da agricultura e da pastoreia perto do Egito, no Próximo Oriente e no Sudão.
A cultura Egípcia teve o seu início pouco antes da época pré-dinástica, que a levaria para o auge das épocas faraônicas. Por volta de 5000 a.C. apareceram as primeiras evidências de organização. Apesar de serem escassas, estas mostram-nos que por esta altura já existiam povoados em que a agricultura era a sua principal atividade. A caça não era uma forma de subsistência para estas primeiras povoações, já que estas já possuíam animais de pasto. Alguns artefatos de pedra, metal e cerâmicas encontradas vêm com inscrições e desenhos de animais domésticos, prova que estes povos eram já de fato pastores. Assim a transição da forma mais primitiva de civilização de tribos nômades para a civilização tradicional estava completa.
Um dos mais interessantes aspectos deste período de transição eram os seus costumes funerários. Antes desta transição, as tribos nômades sepultavam os seus mortos da forma mais conveniente, que freqüentemente era perto dos seus acampamentos, ou mesmo dentro deles, como os cemitérios encontrados em Jebel-Sahaba.
Os tambores falam de festas, coroações, tristezas, guerras e cultos, grande variedades de batidas muitas vezes transportam os nativos a reinos espirituais, o majestoso orgulho de ser negro e dançar com graça e leveza, a cultura negra se orgulha da herança que carrega mesmo que tenham levado seu ouro, suas terras seus animas e sua liberdade, o étnico levanta sua cabeça e baila com pés descalços e poucos tecidos envoltos no corpo.
A mais antiga das religiões traz ancestrais que remota a era da historia falada, onde não tinha material para registra nem escrita para perpetuar tradições, os mais velhos passaram de boca em boca para os mais novos ate que descobriram formas para registrar os deuses, sacrifícios e rituais.
No mundo todas as religiões originam de um mesmo principio divino, somos um só povo com varias personalidades espirituais, o ser divino que criou o macrocosmo é o mesmo que governa o microcosmo, para os seres inteligentes, varias formas expressas provam suas existência e contradizem sua divindade.
Na cabala antiga temos exemplos da presença de Deus.
O numero 1
Representado por um ponto, significa o universo o macrocosmo e o microcosmo, representando o ser individual e único em sua divindade. O principio do movimento porem ele não é perfeito se continuar único, porque a vida não terá sentido sem outra vida para compartilhar.
O numero 2
De dois ponto temos uma reta, de um lado o principio do outro o complemento, uma reta, nos da o movimento, e a duplicidade do ser e o compartilhamento das forças
O numero 3
De triangulo, tem a origem divina, o inicio, a dualidade e o trio da santidade, a perfeição do espírito e da humanidade, diz os mais antigos que o homem era dotada de divindade com sua ganância foi se afastando e com a historia na humanidade esta a graça divina se perdeu, os ocidentais foram os mais afetados e na atualidade busca o elo perdido da sabedoria interior.
Uma busca que talvez seja em vão, onde a tecnologia contesta e sufoca a tradição. Somos filhos de uma geração de dotados espirituais esquecidos, nossas células ainda guardam lembranças ancestrais, mesmo sendo difícil alcançar novamente o homem luta pela sua herança perdida.
Dizem os mais antigos que o mundo teve origem de uma palavra que continha as letras que movimentaram pela primeira vez as moléculas do universo, tal palavra foi passada de boca a ouvido pelos sacerdotes e pelos membros das antigas escolas de mistério, porem se é verdade, poucos podem afirmar, porque a palavra é tão bem guardada que se duvida da sua veracidade, conversando com antigos mestres de escolas tradicionais e templos, ao tocar no assunto apenas mudam de conversa e ficam sérios, com sua atitude e comportamento da para se ver que tem algo misterioso e bem guardado, homens sérios saudáveis mentalmente respeitáveis, não saberiam mentir, o conhecimento traz responsabilidades que temos que respeitar, mas como saber a verdade, talvez nós, os menos privilegiados não tenhamos a oportunidade de tocar um milésimo da verdade.
Antigos templos guardam escritos que contradizem a verdade da humanidade, como isso pode ser, uma pequena coincidência esta em escrituras que traz a origem do homem no pó, acredito que tal pó venha das estrelas, os cientistas estão estudando a possibilidade da vida ter surgido na terra de poeiras estrelares, esta verdade hoje em dia esta perto de ser desvendada, e talvez possamos afirmar que nossos genes vêm de planetas distantes, mas não se empolguem achando que somos e.t.c
Quem poderá afirmar a verdade, eu não sei, mas tenho que me preocupar como a verdade é moldada, o que será um bem feito para mim, talvez possa prejudicar outras pessoas por isso temos que ter cuidado com nossos desejos e atos para não prejudicar nossos semelhantes.
Um povo inteiro desaparece no antigo mundo sem sabermos o que aconteceu realmente, apenas historia contada por poucos sábios que publicaram em pedra e papiros os costumes e ritos da época, mesmo assim corremos o risco de perder tudo que temos e sofrer o mesmo destino a qualquer momento, pois o poder que se encontra nas mãos de alguns homens pode matar milhões de pessoas em questão de segundo sem que destrua suas casas, imagina o poder de morte e vida.
O momento de nascer é um poder que o homem ainda não dominou ele pode matar se apossar, mas ainda não temos poder de gerar a vida e criar o espírito, mas por quanto tempo?
Não sabemos onde iremos parar, só sabemos é que estamos pagando o preço de nossos atos. E não temos o pleno domino dos nossos destinos, podemos comprar uma terra, roupa ou jóias, mas não seremos os verdadeiros donos, somente temos emprestado aquilo que podemos pagar, um dia quando morrermos não levaremos nada para o tumulo, somente nossa sabedoria e fé, mais nada.
A Bahia é a terra santa dos orixás, mas foi no rio grande do sul que me influenciei pelos Oduns, seres encantados que os africanos cultuam, são ancestrais e deuses que sincretisam com a natureza.
São Paulo uma cidade grande que guarda em cada esquina um terreiro, da periferia ao bairro mais nobre, temos muitos templos nesta terra de cimento.
Grande cidade que é regida por micro chip, vários computadores comandam a vida de milhões de pessoas, em cada rua vários computadores acessam ao mesmo tempo a internet e vivem fantasias.
Aqui eu vi Ogum, Oia, Bara, Yemanjá e oxum a doce mãe, quem disse que aqui também não tem terreiros e mães de santo, mas foi aqui que andei pelas ruas de madrugada e senti o cheiro da dama da noite, a lua no céu brilhando e tanta gente dormindo.
Eu creio na natureza, e principalmente que nem uma arquitetura erigida pelo homem pode ser mais sagrada que a capela de arvores virgens feita pela natureza, o homem escreveu em paredes de pedras, placas de barro e papiros e depois traduziu e imprimiu, mesmo assim eu não acredito que seja mais divino que uma cachoeira ou o sol.
Olhe onde seus olhos não possam mais ver um arranha-céu de pé, tudo que você enxergar ao redor foi criado por energias divinas e essências cósmicas, e se tudo que não foi tocado pelo homem é divino? Assim eu posso acreditar que tem uma alma pura!
Vivo e respeito à natureza, ao máximo, um dia um grande amigo antes de morrer, me deu uma foto e disse que era uma prova de nossa eterna amizade, mesmo depois de tantos anos ele ainda é um grande amigo, enquanto eu puder me lembrar dele, farei com que as pessoas respeitem sua pessoa e mesmo onde ele tiver quero que saiba que ainda sou teu amigo.
Acreditem que é difícil você, ter uma pessoa amiga que conta e confia seus segredos, o homem tem o dom de massacrar e esquecer a fidelidade, mas enfim somos pecadores e estamos tentando sobreviver, por isso que dou valor a quem é puro e verdadeiro.
Dessa forma ODUDUWA (Nimrod) une-se a Olokun (Ocenao) assumindo a forma de Oba-Olokun (Rei dos Oceanos), tendo 3 filhos: Ogum, equivalente a Vulcano, senhor do ferro, fígado, agricultura- ISHEDALE, equivalente a Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas e heroínas deificadas - Okanbi, senhor do fogo, das conquistas e da justiça. Com Okanbi, começa a epopéia dos heróis Yorubanos, pois entre seus sete filhos aparece Oranian, cujo papel de implantação definitiva da cultura yorubana é inarguivel. Independentemente de ter tentado continuar a missão de seu avo ODUDUWA em sua Guerra Santa contra os de cedentes de Ismael, transformou-se na maior figura dessa cultura, a tal ponto que é o mais famoso dos 7 filhos de OKAMBI.
Para tal, repetindo a façanha de Jacó com seu irmão Esaú, torna-se detentor de todas as terras da África Ocidental, instituindo o 1° Feudo de que se tem noticia, instalando-se definitivamente em ILÉ IFÉ.Oranian afastou-se temporariamente de Ifé para juntar a antiga cidade de OYÓ, cujo trono passa a chamar-se “ILE-ALAFIN”.
Em memoria do seu pai, Okanbi, confere a este a honra “post-mortem” de ser o primeiro Alafin de Oyó, uma vez que pelo fato de ter nascido após a coroação de Okanbi foi considerado o “Aremo OYE” (1° nascimento após o trono em linha de sucessão). OranianOranian foi pai de Ajuan ou Ajaká e Olufiran ou sangô.
Com o nascimento de Ajaká e Sangô, começa propriamente a dinastia dos Oyós.
reservou a si a posição de 2° Alafin de Oyo e senhor do palácio Real de Ilê Ifé (owoni ti Ilê Ifé).
Etimologia :
Olodumaré
Oló = senhor
Odu = destino
Maré = supremo = deus, senhor do destino supremo.
Correspondente á personalidade de Deus com o nome de Shadai ou Alhim Tsebaoth (kaballah).
Ododúwa - odú (tio) = recipiente, auto gerador.
Da = criador
Iwa = existência - Odudúwa, o ser criador da existência terna (vida) correspondente á figura de Orinxala.
Olokum - olo (Oluwa)= senhor, senhora, dono, proprietário(a)
Okun = oceano, alto mar. Olokun, senhora dona dos oceanos.
Cronologia:
OKANBI - 1° Alafin de oyó - 1700 a 1600 A.C.
ORANIAN - 2° Alafin de Oyó -1600 a 1500 A C.
AJAKÁ - 3° Alafin de Oyó - 1500 a 1450 A C.
SANGÔ - 4° Alafin de Oyó - 1450 a 1403 A C.
JAKÁ - 5° Alafin de Oyó - 1403 a 1370 A C.
“A Ancestralidade é nossa via de identidade histórica, sem ela, não sabemos o que somos e nunca saberemos o que queremos ser”
Tambores são tão ancestrais como o próprio homem,os primeiros tambores foram feitos na pré historia para o homem cultuar seus deuses e pelo remorso que o próprio homem tinha quando matava um animal.
Séculos e séculos se passaram e centenas de representações religiosas ou espirituais foram criadas de acordo com a cultura e cosmovisão de cada povo, de cada etnia, principalmente de acordo com os padrões sócio-econômicos da cada um.
Imagens, cerimônias, mitologias, liturgias, símbolos, tambores, chocalhos e atabaques são conseqüências das criações, não fazem mal a ninguém. São expressões da arte na religiosidade e na espiritualidade. O que faz mal é a pretensão de querer ser melhor do que os outros ou ser o dono da razão, quando existe uma grande diversidade de pensamentos entre a humanidade”, publicado na Agência de Imprensa Indígena (AIPIN), (México, 2005).
O homem pré histórico acreditava que a pele de sua caça esticada em troncos de arvores reproduzia o choro do animal morto,foi com esse grande “remorso” e a conssgração da morte de sua caça que se deu os princípios da religião e a origem dos tambores.
O toque do tambor revela a arte de conectar-se com a Mãe Terra e com nosso eu interior, sintonizando nosso coração ao coração dela, e de viajar ao mundo do invisível, constatando nossa ancestralidade e todos os reinos da natureza.
O tambor está associado à direção Sul, ao elemento terra, às criaturas de 4 patas, ao arquétipo do curador e a qualidade da cura.Através dele podemos receber informações, inspirações e entendimentos.
Um exemplo de prática inspirada nas tradições nativas é a utilização do tambor. O tocar tambor não é necessariamente xamanismo, mas atingir estados alterados de consciência através dos toques do tambor é uma prática xamânica. Segundo Michael Harner, em seus estudos junto a algumas tribos, observou que atingiam o êxtase unicamente com os sons dos tambores. Inspirado nisso, temos hoje uma prática bastante utilizada no meio urbano, que é a jornada xamânica com tambor. Outros estudiosos, como Terence MacKenna, acreditam que a exploração da percepção e da consciência se deu através da utilização de plantas psicoativas, sendo este o cerne da prática xamânica.
Segundo Elza Camêu que faz parte da academia brasileira de música,em seu livro Introdução ao estudo da música Indígena Brasileira sobre a música indígena :
Em 1584 De Fernão Cardim a respeito da prática musical aborígene. relata que os aborígenes, bailam cantando, com ordem e graça, são muito estimado os cantores, tanto homens, quanto mulheres, são tão estimados os cantores que se um inimigo é feito prisioneiro e É CANTOR E INVENTOR DE TROVAS é respeitado e não são comidos ( antropofagia), AINDA INFORMA QUE DESDE PEQUENINOS OS PAIS ENSINAM PEQUENOS A BAILAR E CANTAR OS SEU FOLGUEDOS.
Gabriel Soares em 1587, os Tupinambá eram grandes músicos, relata que os músicos fazem mote de improviso a sua volta acabando no consoante do mote; um só diz a cantiga e os outros respondem com o fim do mote, os quais cantam e bailam juntamente em uma roda em a qual um tange UNS TAMBORES EM QUE NÃO DOBRAM AS PANCADAS(MARCAÇÃO DOS TEMPOS OU COMPASSOS).A mesma tribo citou o tambor; as trombetas, buzinas ..
Em relação aos Amoipira tambores feitos de agua;um pau que cavam por dentro com fogo tanto até que ficam mui delgados, os quais toam muito bem.
Em 1767 o jesuíta João Daniel no geral os índios sic gostam de festas, danças e bailes e possuem para isso suas flautas e tambores de pau oco e ajustado com fogo.
Das festas e danças João Daniel a primeira festa é dos tambores e gaitas, porque além de flautas acompanhada de tamboril, tem muitos outros tipos de tambores com o qual celebram suas festas; e o ofício de tocar tambor é tão nobre que só os mais velhos, o fazem assentados tocando com ambas as mãos em lugar de vaquetas.
Em 1844 o Cônego Silva Guimarães, os cânticos de amor entre os aborígenes.
Em 1908 Fritz Krauser dos Carajá e Kayapó: inventam cantos próprios, transmitindo-os aos descendentes.Usam o reco-reco e o chocalho e os cantos da dança também são passados de pai para filho.
Em 1909 Koch do tambor de pele dupla, de macaco ou veado.
Em 1914 Manizer o canto falado,e o falsete dos Bororós.
Froes Abreu os Guajajara tocando tangos e maxixes, ao som de entre outros o tambor de couro de veado, em 1927.Em 1928, Mário Mello os Carijó sabiam identificar suas tradições e o que era introduzido pelo branco, e não admitia que outros conhecessem a sua música tradicional, enquanto já dançavam o côco.
R. Karsten o uso do tambor utilizado nesses rituais era ou é comum aos grupos,chaquenhas, para conjurar espíritos malignos.
Patsy Adams, uma espécie de música entre os índios que usando certas formulas rítmicas imita o vôo do abutre, os grunhidos do anuje e ainda difundir terror, Quanto ao ritmo Luiz Heitor base da música indígena, e a maior parte das manifestações musicais prendem-se mais as danças que eram compostas de formulas repetidas, e termina dizendo que o ritmo indígena não poderia ser diferente do nosso (sic).
Os cantos de trabalho se originam no próprio cadenciar dos movimentos regulares específicos de cada tarefa, que disciplina e atenua a fadiga do trabalho.
Como desmontaram a tradição cultural aborígene:
O trabalho de infiltração e desmembramento foi hábil e inteligente, era dirigido as crianças e dando-lhe nova orientação levantando barreira entre duas gerações, forçando o rompimento com as tradições do grupo, tipo, língua, costumes..
Voltando aos Tambores….
Um dos mais importantes instrumentos sonoros das culturas indígenas do Brasil por se relacionar com o lado prático, musical e religioso, desde a descoberta foram atestada a sua utilização pela população nativa;
Como originais podemos apontar os tambores de madeira, tambor de tábua, tambor de tronco escavado, feito e moldados a fogo.
Bastante conhecido é o tambor de água; que é um pequeno tambor usado na festa da Moça Nova.
Tambor catuquinaru:
É instrumento de sinalização, o tambor em si é um tronco de palmeira resistente, colocado verticalmente no solo e escavado de maneiras a abrir câmaras, nas quais são introduzidos vários materiais, como borracha, madeira, couro, mica em pó, fragmentos de ossos, areia fina, são seis as câmaras, em posição horizontal, de três em três, separadas por um espaço vazio, vertical. O instrumento é embutido numa escavação feita no chão. Aproximadamente até a metade de sua altura. A parte superior do tambor é coberta com borracha resistente; o mesmo fazem com os dois lados da fossa. Nesta também há de lascas de madeira, couro cru e resina de várias árvores. A fossa é fechada com areia grossa.
Percutem-se com uma maça cuja parte de contato, além de ser mais volumosa, ainda é coberta por camadas de borracha de couro.
Tambor de fenda:
É feito de uma tora de madeira avantajada(1m 42 X 1m23 ) escavado por meio de pedras incandescentes.
Tambor de carapaça:
É feito da carapaça da tartaruga, é instrumento cerimonial, e faz parte da festa da Moça Nova.
Tambor de cerâmica:
Entre eles o tambor d´agua, que consiste num vaso de barro tendo a abertura fechada com couro, Izikowitz considera o tambor d´agua como um velho elemento de civilização, talvez representando um dos mais antigos tambores do mundo.
Tambor de pele:
O instrumento dessa espécie é confeccionado com um cilindro de madeira leve ou mesmo pesada, curto ou afunilado, geralmente fechado de um lado só; a fixação dos materiais é feita por compressão, por meio de cipós ou mediante bastonetes.; fazem soar batendo com uma só baqueta, os velhos que assentados batucam com as mãos.
Se a maioria dos tambores de pele apresenta a fixação por meio de compressão a tribo tembé, do rio capim, usa o torno, mesma técnica usada por tribos africanas, o que parece indicar influência negra, e a influência existe, no entanto, o elemento estranho parece indicar mais interinfluência, pois se do negro o índio assimilou entre outras a confecção do tambor no caso citado, do índio a comunidade negras localizadas na área aborígene adotou todo um sistema de vida, como observou Daycy Ribeiro.
Em 1949 Izikowitz, considerando o instrumento desse tipo, opinou que, embora acusando semelhança acentuada com o tambor africano, não seria impossível que fossem peças originais, representando um derivado ou um tipo de substituição do tambor d´agua, nas regiões em que este não existia .Se certos tambores continuam como instrumento de comunicação, como os de fenda, os demais ficaram ligados aos cultos, como o de carapaça de tartaruga.
O tambor no geral tem função de acompanhar o canto e marcar a cadência das danças.
Ainda a respeito dos tambores feitos de tora de madeira, tanto existente nas tribos brasileiras, como entre populações da África e Oceania. a particularidade interessante é que há tambores de fenda semelhantes aos dos Miranha em uso pelas populações negra, indianas e oceânicas.
O tambor d água dos velhos Guaikuru, que, alias é encontrado nas duas Américas, assim como o de cerâmica, são vistos igualmente na África. O tambor de vaso, como o dos Pakaa-Nova, ainda em uso na Europa até o século XIV, existe nos países árabes ; é o darabukka.
Os tambores exerciam nas civilizações primitivas diversos papéis. Além da produção de música para rituais e festas, os tambores, devido à sua grande potência sonora, também foram usados como meios de comunicação.
Segundo o Wikipédia sobre a ancestralidade do tambor :
Os tambores são utilizados desde as mais remotas eras da humanidade. Acredita-se que os primeiros tambores fossem troncos ocos de árvores tocados com as mãos ou galhos. Posteriormente, quando o homem aprendeu a caçar e as peles de animais passaram a ser utilizadas na fabricação roupas e outros objetos, percebeu-se que ao esticar uma pele sobre o tronco, o som produzido era mais poderoso. Pela simplicidade de construção e execução, tipos diferentes de tambores existem em praticamente todas as civilizações conhecidas. A variedade de formatos, tamanhos e elementos decorativos depende dos materiais encontrados em cada região e dizem muito sobre a cultura que os produziu.
São típicos nos cultos afro-brasileiros a dança, os tambores, os pontos cantados, o transe e a iniciação dos novatos.
Existe algumas ramificações entre o Nagô de Xambá, Nagô Vodoo, Nagô que toca Cabinda, Nagô que toca Jeje, Nagô que toca Oió. Na verdade são ramificações do nagô que algumas usam atabaques e a maioria tambor de dois lados. No projeto Raiz Cultura em Maringá acabou de chegar um irmão que justamente é ogan de Nagô, ele deve tocar em atabaque, pois a maioria dos que tocam em tambor usam o nome de Alabê ou tamboreiro. Por mais que exista uma semelhança entre os pretos-velhos de nagô, cabinda, angola eetc… ele não é da umbanda, porem se simpatiza com a umbanda e esta aqui para fazer parte da mesma,anets de poder fazer essa máteria conversei muito com ele sobre a origem do tambor,vou tentar reproduzir muitas coisas na qual aprendi com esse irmão que ajuda tanto nosso projeto..
Os tambores chegaram ao Brasil, com uma família real africana.
Os negros tem em sua origem uma Religião natural, significando o culto dos seres da natureza, ou seja ainda, o culto á terra, ar, fogo e água compreendidos todas as suas proporções, e que o “ocultismo” divide em 7 reinos, compreendendo três reinos elementais.
Dessa forma ODUDUWA (Nimrod) une-se a Olokun (Ocenao) assumindo a forma de Oba-Olokun (Rei dos Oceanos), tendo 3 filhos: Ogum, equivalente a Vulcano, senhor do ferro, fígado, agricultura- ISHEDALE, equivalente a Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas e heroínas deificadas - Okanbi, senhor do fogo, das conquistas e da justiça. Com Okanbi, começa a epopéia dos heróis Yorubanos, pois entre seus sete filhos aparece Oranian, cujo papel de implantação definitiva da cultura yorubana é inarguivel. Independentemente de ter tentado continuar a missão de seu avo ODUDUWA em sua Guerra Santa contra os de cedentes de Ismael, transformou-se na maior figura dessa cultura, a tal ponto que é o mais famoso dos 7 filhos de OKAMBI.
Para tal, repetindo a façanha de Jacó com seu irmão Esaú, torna-se detentor de todas as terras da África Ocidental, instituindo o 1° Feudo de que se tem noticia, instalando-se definitivamente em ILÉ IFÉ.Oranian afastou-se temporariamente de Ifé para juntar a antiga cidade de OYÓ, cujo trono passa a chamar-se “ILE-ALAFIN”.
Em memoria do seu pai, Okanbi, confere a este a honra “post-mortem” de ser o primeiro Alafin de Oyó, uma vez que pelo fato de ter nascido após a coroação de Okanbi foi considerado o “Aremo OYE” (1° nascimento após o trono em linha de sucessão). OranianOranian foi pai de Ajuan ou Ajaká e Olufiran ou sangô.
Com o nascimento de Ajaká e Sangô, começa propriamente a dinastia dos Oyós. reservou a si a posição de 2° Alafin de Oyo e senhor do palácio Real de Ilê Ifé (owoni ti Ilê Ifé).
Os Bantús rendem culto aos antepassados, cuja origem remontam a um grande ser estranho que existiu “só”, num tempo EM QUE AINDA NÃO EXISTIA O TEMPO (manifestação visível do universo criado) correspondendo ao mito bíblico: “no principio era o caos…” o conceito Monoteísta Yoruba, existiu um ser dotado de dois sexos, ao qual poderia gerar tudo que podemos ver ou sentir, seu criador teria o nome de (Olorum – é a causa sem causa e Obatalá – é a manifestação, deus que pode se adorar), como toda cultura por mais que se distancie em seus dogmas mesmo assim sequem a mesma linha como se surgissem de um só fio para se abrir em vários ramos com varias cores, a cultura Yoruba seque a mesma concepção do que temos conhecimento.
A evolução sobe uma escala sem pressa, vamos verificar. No período paleolítico de duração desconhecida, o homem habita cavernas e utensílios a pedra lascada e os ossos de animais. No neolítico, sabe polir a pedra, confeccionam utensílios novos para novos usos, abandona as cavernas, constrói tendas e cabanas e mesmo aldeias lacustres e já domestica o boi, o carneiro, a cabra e o cão. Surge a cerâmica, barcos, vestuários de pele, linho, lã e algodão. Um passo mais… utiliza o cobre e estanho e por fim o ferro. Sua concepção religiosa se aperfeiçoa, deixaram na face da terra os resquícios de uma cultura que escavamos e descobrimos nossas raízes. Descobriu-se que o Egito manuseou metais por meados de 6.000 A.C., na China e Grécia trinta séculos; na Gália e Suíça, vinte e cinco; na Scandinávia, vinte; e, na Finlândia, três.
A tradição dos chineses alcança uma duração de 80 a 100.000 anos, embora os dados positivos contem somente 17.000.
Os egípcios abraçam uma duração de 30.000 anos. A dos hindus, variável com a região, orça entre 13.000 a 19.000 anos.
Plínio faz referencia a uma época em que os egípcios não tinham como arma de defesa nas tribos africanas, senão os seus bastões.
No mesmo sentido, dessas origens, poderiam ser citados Platão, Aristóteles, Bérosio, Sallustio, Strabão.
Perfurações e sondagens no solo do vale do Nilo, em 1854, Burmeister calculou que o Egitp era habitado pelo homem há mais de 72.000 anos, época em que a Europa era habitado por selvagens.
As mudanças que ocorram no Egito por volta de 8000 A.C. transformaram definitivamente a evolução da humanidade. Estas mudanças culminaram com a invenção da agricultura e da pastoreia perto do Egito, no Próximo Oriente e no Sudão.
A cultura Egípcia teve o seu início pouco antes da época pré-dinástica, que a levaria para o auge das épocas faraônicas. Por volta de 5000 a.C. apareceram as primeiras evidências de organização. Apesar de serem escassas, estas mostram-nos que por esta altura já existiam povoados em que a agricultura era a sua principal atividade. A caça não era uma forma de subsistência para estas primeiras povoações, já que estas já possuíam animais de pasto. Alguns artefatos de pedra, metal e cerâmicas encontradas vêm com inscrições e desenhos de animais domésticos, prova que estes povos eram já de fato pastores. Assim a transição da forma mais primitiva de civilização de tribos nômades para a civilização tradicional estava completa.
Um dos mais interessantes aspectos deste período de transição eram os seus costumes funerários. Antes desta transição, as tribos nômades sepultavam os seus mortos da forma mais conveniente, que freqüentemente era perto dos seus acampamentos, ou mesmo dentro deles, como os cemitérios encontrados em Jebel-Sahaba.
Os tambores falam de festas, coroações, tristezas, guerras e cultos, grande variedades de batidas muitas vezes transportam os nativos a reinos espirituais, o majestoso orgulho de ser negro e dançar com graça e leveza, a cultura negra se orgulha da herança que carrega mesmo que tenham levado seu ouro, suas terras seus animas e sua liberdade, o étnico levanta sua cabeça e baila com pés descalços e poucos tecidos envoltos no corpo.
A mais antiga das religiões traz ancestrais que remota a era da historia falada, onde não tinha material para registra nem escrita para perpetuar tradições, os mais velhos passaram de boca em boca para os mais novos ate que descobriram formas para registrar os deuses, sacrifícios e rituais.
No mundo todas as religiões originam de um mesmo principio divino, somos um só povo com varias personalidades espirituais, o ser divino que criou o macrocosmo é o mesmo que governa o microcosmo, para os seres inteligentes, varias formas expressas provam suas existência e contradizem sua divindade.
Na cabala antiga temos exemplos da presença de Deus.
O numero 1
Representado por um ponto, significa o universo o macrocosmo e o microcosmo, representando o ser individual e único em sua divindade. O principio do movimento porem ele não é perfeito se continuar único, porque a vida não terá sentido sem outra vida para compartilhar.
O numero 2
De dois ponto temos uma reta, de um lado o principio do outro o complemento, uma reta, nos da o movimento, e a duplicidade do ser e o compartilhamento das forças
O numero 3
De triangulo, tem a origem divina, o inicio, a dualidade e o trio da santidade, a perfeição do espírito e da humanidade, diz os mais antigos que o homem era dotada de divindade com sua ganância foi se afastando e com a historia na humanidade esta a graça divina se perdeu, os ocidentais foram os mais afetados e na atualidade busca o elo perdido da sabedoria interior.
Uma busca que talvez seja em vão, onde a tecnologia contesta e sufoca a tradição. Somos filhos de uma geração de dotados espirituais esquecidos, nossas células ainda guardam lembranças ancestrais, mesmo sendo difícil alcançar novamente o homem luta pela sua herança perdida.
Dizem os mais antigos que o mundo teve origem de uma palavra que continha as letras que movimentaram pela primeira vez as moléculas do universo, tal palavra foi passada de boca a ouvido pelos sacerdotes e pelos membros das antigas escolas de mistério, porem se é verdade, poucos podem afirmar, porque a palavra é tão bem guardada que se duvida da sua veracidade, conversando com antigos mestres de escolas tradicionais e templos, ao tocar no assunto apenas mudam de conversa e ficam sérios, com sua atitude e comportamento da para se ver que tem algo misterioso e bem guardado, homens sérios saudáveis mentalmente respeitáveis, não saberiam mentir, o conhecimento traz responsabilidades que temos que respeitar, mas como saber a verdade, talvez nós, os menos privilegiados não tenhamos a oportunidade de tocar um milésimo da verdade.
Antigos templos guardam escritos que contradizem a verdade da humanidade, como isso pode ser, uma pequena coincidência esta em escrituras que traz a origem do homem no pó, acredito que tal pó venha das estrelas, os cientistas estão estudando a possibilidade da vida ter surgido na terra de poeiras estrelares, esta verdade hoje em dia esta perto de ser desvendada, e talvez possamos afirmar que nossos genes vêm de planetas distantes, mas não se empolguem achando que somos e.t.c
Quem poderá afirmar a verdade, eu não sei, mas tenho que me preocupar como a verdade é moldada, o que será um bem feito para mim, talvez possa prejudicar outras pessoas por isso temos que ter cuidado com nossos desejos e atos para não prejudicar nossos semelhantes.
Um povo inteiro desaparece no antigo mundo sem sabermos o que aconteceu realmente, apenas historia contada por poucos sábios que publicaram em pedra e papiros os costumes e ritos da época, mesmo assim corremos o risco de perder tudo que temos e sofrer o mesmo destino a qualquer momento, pois o poder que se encontra nas mãos de alguns homens pode matar milhões de pessoas em questão de segundo sem que destrua suas casas, imagina o poder de morte e vida.
O momento de nascer é um poder que o homem ainda não dominou ele pode matar se apossar, mas ainda não temos poder de gerar a vida e criar o espírito, mas por quanto tempo?
Não sabemos onde iremos parar, só sabemos é que estamos pagando o preço de nossos atos. E não temos o pleno domino dos nossos destinos, podemos comprar uma terra, roupa ou jóias, mas não seremos os verdadeiros donos, somente temos emprestado aquilo que podemos pagar, um dia quando morrermos não levaremos nada para o tumulo, somente nossa sabedoria e fé, mais nada.
A Bahia é a terra santa dos orixás, mas foi no rio grande do sul que me influenciei pelos Oduns, seres encantados que os africanos cultuam, são ancestrais e deuses que sincretisam com a natureza.
São Paulo uma cidade grande que guarda em cada esquina um terreiro, da periferia ao bairro mais nobre, temos muitos templos nesta terra de cimento.
Grande cidade que é regida por micro chip, vários computadores comandam a vida de milhões de pessoas, em cada rua vários computadores acessam ao mesmo tempo a internet e vivem fantasias.
Aqui eu vi Ogum, Oia, Bara, Yemanjá e oxum a doce mãe, quem disse que aqui também não tem terreiros e mães de santo, mas foi aqui que andei pelas ruas de madrugada e senti o cheiro da dama da noite, a lua no céu brilhando e tanta gente dormindo.
Eu creio na natureza, e principalmente que nem uma arquitetura erigida pelo homem pode ser mais sagrada que a capela de arvores virgens feita pela natureza, o homem escreveu em paredes de pedras, placas de barro e papiros e depois traduziu e imprimiu, mesmo assim eu não acredito que seja mais divino que uma cachoeira ou o sol.
Olhe onde seus olhos não possam mais ver um arranha-céu de pé, tudo que você enxergar ao redor foi criado por energias divinas e essências cósmicas, e se tudo que não foi tocado pelo homem é divino? Assim eu posso acreditar que tem uma alma pura!
Vivo e respeito à natureza, ao máximo, um dia um grande amigo antes de morrer, me deu uma foto e disse que era uma prova de nossa eterna amizade, mesmo depois de tantos anos ele ainda é um grande amigo, enquanto eu puder me lembrar dele, farei com que as pessoas respeitem sua pessoa e mesmo onde ele tiver quero que saiba que ainda sou teu amigo.
Acreditem que é difícil você, ter uma pessoa amiga que conta e confia seus segredos, o homem tem o dom de massacrar e esquecer a fidelidade, mas enfim somos pecadores e estamos tentando sobreviver, por isso que dou valor a quem é puro e verdadeiro.
Dessa forma ODUDUWA (Nimrod) une-se a Olokun (Ocenao) assumindo a forma de Oba-Olokun (Rei dos Oceanos), tendo 3 filhos: Ogum, equivalente a Vulcano, senhor do ferro, fígado, agricultura- ISHEDALE, equivalente a Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas e heroínas deificadas - Okanbi, senhor do fogo, das conquistas e da justiça. Com Okanbi, começa a epopéia dos heróis Yorubanos, pois entre seus sete filhos aparece Oranian, cujo papel de implantação definitiva da cultura yorubana é inarguivel. Independentemente de ter tentado continuar a missão de seu avo ODUDUWA em sua Guerra Santa contra os de cedentes de Ismael, transformou-se na maior figura dessa cultura, a tal ponto que é o mais famoso dos 7 filhos de OKAMBI.
Para tal, repetindo a façanha de Jacó com seu irmão Esaú, torna-se detentor de todas as terras da África Ocidental, instituindo o 1° Feudo de que se tem noticia, instalando-se definitivamente em ILÉ IFÉ.Oranian afastou-se temporariamente de Ifé para juntar a antiga cidade de OYÓ, cujo trono passa a chamar-se “ILE-ALAFIN”.
Em memoria do seu pai, Okanbi, confere a este a honra “post-mortem” de ser o primeiro Alafin de Oyó, uma vez que pelo fato de ter nascido após a coroação de Okanbi foi considerado o “Aremo OYE” (1° nascimento após o trono em linha de sucessão). OranianOranian foi pai de Ajuan ou Ajaká e Olufiran ou sangô.
Com o nascimento de Ajaká e Sangô, começa propriamente a dinastia dos Oyós.
reservou a si a posição de 2° Alafin de Oyo e senhor do palácio Real de Ilê Ifé (owoni ti Ilê Ifé).
Etimologia :
Olodumaré
Oló = senhor
Odu = destino
Maré = supremo = deus, senhor do destino supremo.
Correspondente á personalidade de Deus com o nome de Shadai ou Alhim Tsebaoth (kaballah).
Ododúwa - odú (tio) = recipiente, auto gerador.
Da = criador
Iwa = existência - Odudúwa, o ser criador da existência terna (vida) correspondente á figura de Orinxala.
Olokum - olo (Oluwa)= senhor, senhora, dono, proprietário(a)
Okun = oceano, alto mar. Olokun, senhora dona dos oceanos.
Cronologia:
OKANBI - 1° Alafin de oyó - 1700 a 1600 A.C.
ORANIAN - 2° Alafin de Oyó -1600 a 1500 A C.
AJAKÁ - 3° Alafin de Oyó - 1500 a 1450 A C.
SANGÔ - 4° Alafin de Oyó - 1450 a 1403 A C.
JAKÁ - 5° Alafin de Oyó - 1403 a 1370 A C.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
FESTA POPULAR
Prepare-se para a folia
Desfile de Carnaval vai passar pela Rua XV de Novembro a partir das 20h30min
BLUMENAU - A folia do Carnaval vai tomar conta do Centro da cidade hoje à noite. A partir das 20h30min, seis blocos, dois carros alegóricos e um trio elétrico vão animar o público durante o desfile pela Rua XV de Novembro. Em seguida, haverá show e gastronomia na estrutura montada em frente à Delegacia Regional, na Avenida Beira-Rio. A expectativa da organização é receber um público de 6 mil pessoas, 1,5 mil a mais que no ano passado.
O desfile de blocos e foliões começará no Biergarten e subirá a Rua XV de Novembro, com animação da Banda S/A no trio elétrico. A rainha e as princesas do Carnaval 2009 são presenças confirmadas, além do grupo Capivara Rítmica. Um dos blocos confirmados, a Bolota e Cia., terá dois carros alegóricos em homenageem ao sorriso das crianças e à cantora Ivete Sangalo. O desfile deve durar 45 minutos.
A coordenadora do Carnaval, Lilian Ribeiro, explica que ao final do desfile o trio elétrico e os blocos seguem para a Avenida Beira-Rio, em frente à Delegacia Regional, onde a festa será concentrada. No local, haverá cachorro-quente, pastéis, petiscos, refrigerante e cerveja.
– Este é o terceiro ano que fazemos o Carnaval de Rua. Além do trio elétrico, a novidade deste ano foram as rodas de samba na Vila Germânica – diz Lilian.
De acordo com a Guarda de Trânsito, a Rua XV de Novembro não será fechada durante o desfile. Agentes vão acompanhar o desfile e organizarão o trânsito a medida que as atrações passarem. Entre o Shopping Beira-Rio e a Delegacia Regional, na Avenida Beira-Rio, o trânsito será interditado das 21h às 2h.
---
Sustentaaaaaa Esse Maracatu!
Prepare-se para a folia
Desfile de Carnaval vai passar pela Rua XV de Novembro a partir das 20h30min
BLUMENAU - A folia do Carnaval vai tomar conta do Centro da cidade hoje à noite. A partir das 20h30min, seis blocos, dois carros alegóricos e um trio elétrico vão animar o público durante o desfile pela Rua XV de Novembro. Em seguida, haverá show e gastronomia na estrutura montada em frente à Delegacia Regional, na Avenida Beira-Rio. A expectativa da organização é receber um público de 6 mil pessoas, 1,5 mil a mais que no ano passado.
O desfile de blocos e foliões começará no Biergarten e subirá a Rua XV de Novembro, com animação da Banda S/A no trio elétrico. A rainha e as princesas do Carnaval 2009 são presenças confirmadas, além do grupo Capivara Rítmica. Um dos blocos confirmados, a Bolota e Cia., terá dois carros alegóricos em homenageem ao sorriso das crianças e à cantora Ivete Sangalo. O desfile deve durar 45 minutos.
A coordenadora do Carnaval, Lilian Ribeiro, explica que ao final do desfile o trio elétrico e os blocos seguem para a Avenida Beira-Rio, em frente à Delegacia Regional, onde a festa será concentrada. No local, haverá cachorro-quente, pastéis, petiscos, refrigerante e cerveja.
– Este é o terceiro ano que fazemos o Carnaval de Rua. Além do trio elétrico, a novidade deste ano foram as rodas de samba na Vila Germânica – diz Lilian.
De acordo com a Guarda de Trânsito, a Rua XV de Novembro não será fechada durante o desfile. Agentes vão acompanhar o desfile e organizarão o trânsito a medida que as atrações passarem. Entre o Shopping Beira-Rio e a Delegacia Regional, na Avenida Beira-Rio, o trânsito será interditado das 21h às 2h.
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Sustentaaaaaa Esse Maracatu!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
É som peixeiro nego!!! O Grupo Cultural Tarrafa Elétrica tocou suas primeiras notas no ano de 2003. Surgiu como opção para romper a barreira dos rotinei-ros covers e dar voz e ritmo a idéias que fervilhavam entre um grupo de amigos. Já nas primeiras composições a identificação com a cultura peixeira já se fazia presente. O próprio nome da banda veio para afirmar isso: Tarrafa , que remete a raiz de nossa cultura, e o Elétrica , que nos leva ao contemporâneo. Com essa proposta sonora o grupo seguiu. Buscado através de livros, contos, causos e conversas, ingredientes para temperar suas novas composições. Em novembro de 2004, graças à música “Seu Arildo” o grupo é convidado a participar de uma matéria no canal educativo Futura. A veiculação nacional da reportagem serviu como um grande incentivo, e logo no mês seguinte a banda começou a lancear suas redes sonoras por apresentações em toda a região. Foi em uma dessas que tiveram a honra de conhecer um dos grandes nomes da cultura de Itajaí, Seu Arnoldo “Cueca”, do Grupo de Boi-de-mamão e Dança Portuguesa de Cordeiros. Desse encontro surge uma parceria que revigora ainda mais o ideal de fortalecimento cultural que o grupo perseguia. Em Junho de 2005 é chegada a hora dos peixeiros romperem as fronteiras de Santa Catarina e aportar na capital de nosso país. Convidados para representar o município na Festa dos Estados, evento que reúne diferentes manifestações culturais tupiniquins, o grupo foi um dos destaques do estande de Santa Catarina cativando, junto com o Boi-de-mamão e demais atrações, um público estimado de 150 mil pessoas. Ao regressarem para casa os peixeiros tiveram uma agradável surpresa: a música “Seu Arildo” havia sido selecionada, entre 224 inscritos em todo o estado, para a II Mostra de Música Catarinense do SESC. O grupo nem teve tempo de arrumar as malas e partiu no dia 25 de julho para Florianópolis onde representou nosso município na grande noite de encerramento no Centro Integrado de Cultura (CIC). Desde então o grupo seguiu remando e levando a bandeira de nossa cultura adiante. Bombinhas, Balneário Piçarras, Joinville, Blu-menau, Itapema, Laguna, São Francisco do Sul, São Bento do Sul, Penha, Matinhos (PR), Porto Belo, Camboriú, Balneário Camboriú, Palhoça, São José, Barra Velha e Florianópolis. O som peixeiro esteve presente em todas essas localidades totalizando aproximada-mente 160 apresentações. A conclusão desse CD representa um novo marco na história da banda que agora almeja lancear suas redes sonoras por mares ainda não navegados.
www.myspace.com/tarrafaeletrica
www.myspace.com/tarrafaeletrica
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Quando foi imaginada, uma das prioridades da Lei do Patrimônio Vivo, em vigor em Pernambuco desde 2002, era garantir uma renda para que garantir a sobrevivência dos mestres populares e, consequentemente, a sua produção.
No caso de Camarão, mestre sanfoneiro de Recife, esse objetivo foi levado ao pé da letra:
- O incentivo do governo ajuda muito É com ele que pago meu plano de saúde – diz o Patrimônio Vivo de Pernambuco.
Uma das primeiras personalidades do estado a receber o título, Reginaldo Alves Ferreira tornou-se Mestre Camarão por conta de suas bochechas avermelhadas.
Durante um show para uma rádio local, o cantor Jacinto Silva brincou com as bochechas do cantor e, inadvertidamente, criou a alcunha que acompanharia Reginaldo pelo resto de sua vida.
Nascido em 1940, Mestre Camarão começou a tocar sanfona de oito baixos com sete anos. Acompanhava seu pai, o também sanfoneiro Antonio Neto, nas festas em que ele tocava.
Mais tarde, aperfeiçoou seu talento, tendo contato com muitos músicos reconhecidos, como Sivuca, Hermeto Pascoal e principalmente, Luiz Gonzaga, com quem gravou “Garoto do Grotão”. Foi Mestre Luz, aliás, quem produziu os dois primeiros álbuns da banda de Camarão, considerado o primeiro conjunto de forró do Brasil.
Mestre Camarão foi um dos pioneiros a introduzir no ritmo regional arranjos de sax, trompete e trombone.
Há cerca de quatro anos, passou um mês hospitalizado e perdeu os rins. Por conta disso, faz hemodiálise três vezes por semana, o que o impede de viajar.
Hoje, dedica-se principalmente a repassar o que sabe na Escola Acordeom de Ouro, criada por ele mesmo, onde ensina pessoas de 5 a 70 anos. A Escola fica no bairro de Areias, onde Camarão reside.
- Não tenho nem idéia do número de alunos que já tive. Tenho ex-alunos meus tocando por todo o país. Você mora em Salvador, não é? Sabe o cantor Ademário Coelho? Tem um aluno meu tocando com ele, o Marquinhos - afirma.
Transmitir seu conhecimento é um dos requisitos de possuir o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco – e de todas as outras leis voltadas à valorização dos mestres populares. Segundo Camarão, o título teve um impacto significativo em sua vida. “Mudou muita coisa. Você passa a ter um nome mais destacado, abrem-se os caminhos”, revela.
O Mestre, entretanto, avisa: esse reconhecimento não é para qualquer um.
- Se sou Patrimônio Vivo, é porque tenho uma bagagem de coisas feitas. Tem que ter realizações, tem que ter o que ensinar – pondera.
Foto: Acervo Fundarpe
No caso de Camarão, mestre sanfoneiro de Recife, esse objetivo foi levado ao pé da letra:
- O incentivo do governo ajuda muito É com ele que pago meu plano de saúde – diz o Patrimônio Vivo de Pernambuco.
Uma das primeiras personalidades do estado a receber o título, Reginaldo Alves Ferreira tornou-se Mestre Camarão por conta de suas bochechas avermelhadas.
Durante um show para uma rádio local, o cantor Jacinto Silva brincou com as bochechas do cantor e, inadvertidamente, criou a alcunha que acompanharia Reginaldo pelo resto de sua vida.
Nascido em 1940, Mestre Camarão começou a tocar sanfona de oito baixos com sete anos. Acompanhava seu pai, o também sanfoneiro Antonio Neto, nas festas em que ele tocava.
Mais tarde, aperfeiçoou seu talento, tendo contato com muitos músicos reconhecidos, como Sivuca, Hermeto Pascoal e principalmente, Luiz Gonzaga, com quem gravou “Garoto do Grotão”. Foi Mestre Luz, aliás, quem produziu os dois primeiros álbuns da banda de Camarão, considerado o primeiro conjunto de forró do Brasil.
Mestre Camarão foi um dos pioneiros a introduzir no ritmo regional arranjos de sax, trompete e trombone.
Há cerca de quatro anos, passou um mês hospitalizado e perdeu os rins. Por conta disso, faz hemodiálise três vezes por semana, o que o impede de viajar.
Hoje, dedica-se principalmente a repassar o que sabe na Escola Acordeom de Ouro, criada por ele mesmo, onde ensina pessoas de 5 a 70 anos. A Escola fica no bairro de Areias, onde Camarão reside.
- Não tenho nem idéia do número de alunos que já tive. Tenho ex-alunos meus tocando por todo o país. Você mora em Salvador, não é? Sabe o cantor Ademário Coelho? Tem um aluno meu tocando com ele, o Marquinhos - afirma.
Transmitir seu conhecimento é um dos requisitos de possuir o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco – e de todas as outras leis voltadas à valorização dos mestres populares. Segundo Camarão, o título teve um impacto significativo em sua vida. “Mudou muita coisa. Você passa a ter um nome mais destacado, abrem-se os caminhos”, revela.
O Mestre, entretanto, avisa: esse reconhecimento não é para qualquer um.
- Se sou Patrimônio Vivo, é porque tenho uma bagagem de coisas feitas. Tem que ter realizações, tem que ter o que ensinar – pondera.
Foto: Acervo Fundarpe
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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O conflito entre Israel e o Hamas em Gaza:
Qual é a situação de Gaza?
O território, sob controle egípcio entre 1948 e 1967, foi ocupado por Israel há 41 anos. Em 2005, Israel retirou seus colonos e tropas de Gaza, mas manteve o controle das fronteiras terrestres e marítimas do território. Em 2007, depois que o grupo islâmico Hamas expulsou de Gaza os rivais do partido secular Fatah, Israel e Egito impuseram um bloqueio econômico à região
Por que o Hamas controla Gaza?
O grupo islâmico, contrário aos acordos entre Israel e as lideranças do Fatah, venceu as eleições legislativas de 2006 em Gaza e na Cisjordânia. A Cisjordânia está sob ocupação israelense desde 1967, com autonomia limitada exercida pela ANP (Autoridade Nacional Palestina), criada após os Acordos de Oslo com Israel, em 1993.
A eleição de 2006 dividiu a liderança palestina. O Hamas assumiu a chefia do gabinete, mas a Presidência da ANP continuou nas mãos de Mahmoud Abbas, do Fatah.
O gabinete dirigido pelo Hamas foi boicotado por Israel e as potências ocidentais. Abbas se recusou a ceder ao Hamas o comando das forças de segurança. A crise política resultou em conflito armado que levou à expulsão do Fatah de Gaza. Diálogo para um governo de união nacional, mediado por Qatar, fracassou sob pressão dos EUA
Por que a trégua entre Israel e o Hamas fracassou?
A trégua foi acertada em junho, por intermédio do Egito. Nenhum dos lados cumpriu estritamente seus termos. Foguetes continuaram a ser lançados de Gaza, embora de forma bem mais esporádica, e Israel não liberou o fluxo de mercadorias para a região.
A tensão recrudesceu depois de 4 de novembro, dia da eleição nos Estados Unidos, quando Israel bombardeou um túnel em Gaza que supostamente seria usado pelo Hamas para sequestrar soldados
Qual a posição dos países árabes no conflito?
Os governos árabes têm posição dúbia. A maioria apoia o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, contra o Hamas, temendo a influência do grupo sobre radicais em seus países. Mas sofre pressão popular para reagir a Israel. Apenas dois países árabes, Egito e Jordânia, têm relações diplomáticas com Israel. Em 2002, a Liga Árabe lançou a Iniciativa de Paz prometendo normalizar relações com Israel em troca da desocupação de Gaza, da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e das colinas sírias de Golã
Por que Israel decidiu atacar?
Há várias explicações. Oficialmente, o país visa enfraquecer a capacidade militar do Hamas. Mas há líderes israelenses que pregam a destruição do grupo ou a derrubada do seu governo em Gaza -o que pode ser o objetivo da invasão iniciada ontem. Analistas apontam pelo menos mais três razões para o ataque:
1) A proximidade das eleições gerais de 10 de fevereiro, na qual a atual coalizão de governo, de centro-direita, vinha sendo ameaçada pela ascensão da extrema direita, que defendia uma ofensiva dura contra o Hamas
2) A decisão do país de restabelecer seu poder de dissuasão, ameaçado pelo fracasso da guerra de 2006 contra o grupo xiita libanês Hizbollah. Tanto o Hizbollah quanto o Hamas, em menor grau, têm apoio do Irã, que Israel vê como seu principal inimigo
3) A proximidade da posse de Obama nos EUA. Obama vinha sendo instado a pressionar Israel a um acordo para a criação do Estado palestino em Gaza e na Cisjordânia, objetivo de negociações que se arrastam há 15 anos. Ao atacar o Hamas, Israel pretenderia continuar a impor seu ritmo às negociações
O que quer o Hamas?
O Hamas é misto de milícia, partido e instituição de caridade. A carta fundadora do grupo prega a destruição de Israel. Nos anos 90 e início desta década, o Hamas promoveu dezenas de atentados terroristas em Israel
Desde que aderiram à política formal, nas eleições palestinas de 2006, os dirigentes do Hamas têm sido dúbios. Uma oferta de "trégua prolongada" em 2007 foi vista como reconhecimento implícito de Israel. Há dúvidas sobre se, ao pressionar pela renegociação em termos mais favoráveis da trégua, o grupo esperava retaliação maciça
Qual é a perspectiva agora?
Israel invadiu Gaza 48 horas antes de a ONU discutir proposta de cessar-fogo monitorado; o futuro dependerá da dimensão do avanço israelense em terra
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